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Estafetas tomam conta das estradas durante a pandemia

Estafetas tomam conta das estradas durante a pandemia

Já circulavam pelas cidades, mas a pandemia e o afastamento social fizeram com que se multiplicassem. De comida a medicamentos e produtos de mercearia, entregam tudo ao domicílio. Só no ramo das refeições, foram mais dois mil novos profissionais em apenas dois meses.

Novecentos e trinta e nove por cento. Isso mesmo, 939%. Foi este o aumento do número de estafetas de entrega de comida ao domicílio registado entre 22 de março, data em que foi decidido o primeiro estado de emergência devido ao eclodir da pandemia de covid-19 em Portugal, e o dia 2 de maio, quando terminou o confinamento obrigatório. Os números foram avançados pela plataforma online Fixando, que realizou um levantamento das alterações profissionais e laborais em vários serviços.

Antes já perfeitamente visíveis nas grandes cidades, os estafetas passaram o ocupar os espaços urbanos com mais frequência. Com as suas motorizadas ou bicicletas, passaram a ser os portadores da chave que fixa a fronteira entre o espaço seguro de uma casa e tudo o que lá pode entrar sem que seja necessário dar um passo no exterior. "Analisámos o crescimento verificado na nossa plataforma, que conta com mais de 50 mil profissionais, e fizemos a comparação com igual período do ano passado", explica Alice Nunes, responsável pela área de Desenvolvimento de Negócio da Fixando. "O crescimento foi maior do que o esperado", reconhece.

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