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Pandemia

Esta é a proposta de desconfinamento apresentada ao Governo

Esta é a proposta de desconfinamento apresentada ao Governo

Raquel Duarte, ex-secretária de Estado da Saúde, apresentou, na reunião do Infarmed, um plano de desconfinamento com medidas "faseadas", e que começará pelas creches. O documento propõe uma escala de cinco patamares, em que o nível 1 prevê o menor número de restrições e o nível 5 corresponde ao grau mais grave.

Leia aqui os quadros da proposta (PDF)

"Se abrirmos no nível 4, abriremos com o pré-escolar e o infantil", devido ao "baixo risco" que o seu funcionamento comporta, referiu a pneumologista, esta segunda-feira. O distanciamento físico e o uso de máscara terão de ser assegurados, defendeu.

Se, "passadas duas semanas", a situação pandémica se mantiver estável ou decrescente, o plano permite "passar para o nível 3, com a abertura do 1.º e 2.º ciclos, e por aí adiante", acrescentou Raquel Duarte.

A especialista também esclareceu que uma eventual deterioração dos números não irá, automaticamente, reverter o desconfinamento: "Só o agravamento de dois níveis pode permitir que haja um retrocesso na implementação das medidas", afirmou.

A proposta apresentada pela especialista, e elaborada em conjunto com vários outros peritos, prevê também que, para haver uma descida da situação do país para o patamar inferior, o risco tenha de se manter estável ou em sentido decrescente.

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Embora defenda que "as primeiras medidas devem ser implementadas a nível nacional", com decisões "faseadas" e "estáveis para toda a população", Raquel Duarte afirmou que também haverá medidas mais localizadas, de caráter concelhio.

Lojas e esplanadas só quando se descer ao nível 3

Segundo o plano, até ao nível 2 devem existir restrições de horários de funcionamento, com as atividades a poder funcionar até às 21 horas de segunda a sexta-feira e até às 13 horas aos sábados.

Na atividade laboral, o teletrabalho deve ser mantido "sempre que possível", afirmou Raquel Duarte. No nível 4 podem reabrir os trabalhos sem contacto com o público. Atividades que exijam esse contacto só poderão voltar a funcionar quando se baixar para o nível 3.

No comércio e retalho, o nível 4 permite venda ao postigo, ao passo que o nível 3 possibilita a "abertura com cumprimento de medidas de distanciamento".

Na restauração, o nível 4 apenas permite 'take away' e entrega ao domicílio - ou seja, mantém-se a situação atual. Uma vez atingido o nível 3, passará a ser permitido o serviço de esplanada, desde que o distanciamento e o limite de quatro pessoas por mesa sejam assegurados.

Já no que toca aos convívios familiares, Raquel Duarte propôs que apenas no nível 3 seja possível contactar com "outras seis pessoas do conjunto sociofamiliar", sempre com máscara.

O dever cívico de recolher obrigatório deve ser mantido até ao nível 2, argumentou a especialista. Quanto aos transportes públicos, deverão idealmente funcionar com apenas 25% da capacidade preenchida. "Não podemos ter horas de ponta", justificou Raquel Duarte.

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