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Falha de segurança no Queimódromo não põe em risco a saúde dos vacinados

Falha de segurança no Queimódromo não põe em risco a saúde dos vacinados

Uma "quebra de segurança nos procedimentos de farmacovigilância", mais concretamente na cadeia de frio de conservação das vacinas contra a covid-19, levou à suspensão do processo de vacinação no Queimódromo, no Porto. A saúde das 980 pessoas inoculadas nos dias 9 e 10 "não está em risco", garantiu o coordenador da "task-force", o vice-almirante Gouveia de Melo.

A falha ocorreu no frigorífico onde estavam armazenadas vacinas da Pfizer e da Janssen, que foram administradas a 980 jovens, entre os 20 e os 30 anos, nos dias 9 e 10 de agosto, segundo a versão corrigida da "task-force", que, em comunicado, tinha referido os dias 10 e 11. Há ainda mais cerca de mil doses que estão "em vigilância".

"Todas as pessoas que foram vacinadas num período específico, que tem a ver com a quebra de segurança em termos dos procedimentos de farmacovigilância, estão a ser contactadas. Não há nenhum risco para a saúde dessas pessoas", disse Gouveia e Melo. "O único risco que pode haver é a vacinação ser um ato nulo, portanto, a vacinação não contar", acrescentou o coordenador da "task-force".

Gouveia e Melo anunciou que, através do Infarmed, está a ser aplicado um protocolo para acompanhar "a evolução dos resultados da vacina", em termos de anticorpos, de forma a perceber se "a vacina pode ser considerada um ato vacinal ou não". "Se não for considerado, é um novo protocolo e as pessoas terão de ser chamadas a vacinar outra vez", disse Gouveia e Melo.

A vacinação está suspensa. "Houve uma quebra nos procedimentos de farmacovigilância e essa quebra não nos dá confiança para continuar a operar sem fazer umas investigações", já iniciadas, disse Gouveia e Melo. "Vamos averiguar com toda a profundidade porque é que houve a quebra no protocolo de segurança que instituímos para evitar este tipo de problemas", acrescentou o coordenador do processo de vacinação em Portugal.

"Esta quebra nos protocolos é uma coisa que nos preocupa e não tenho previsão nenhuma" de quando pode ser restabelecida a vacinação no Queimódromo. "Todas as pessoas que estavam agendadas no queimódromo estão a ser redirecionadas para outro centro de vacinação", disse Gouveia e Melo.

O processo de transferência foi iniciado ontem à noite, para quem tinha vacina agendada para esta quinta-feira de manhã. "Essas pessoas não podem ser prejudicadas", disse Gouveia e Melo.

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No que toca ao processo de vacinação, Gouveia e Melo considerou que Portugal está no "bom caminho". "Portugal é o quarto país da Europa mais vacinado. Acho que estamos no bom caminho. Gostaria de vacinar, pelo menos, entre 85 e 90% da população portuguesa para ter a certeza absoluta que conseguimos dominar este vírus e, de alguma forma, através de uma imunidade de grupo, que é reduzida, conseguir proteger a outra faixa que não será vacinada, ou seja, as crianças mais novas", disse.

Adolescentes vão tomar vacina da Pfizer

De acordo com Gouveia e Melo, os adolescentes entre os 12 e 15 anos vão tomar a vacina da Pfizer. O autoagendamento para esta faixa etária começou esta quinta-feira, sendo que os jovens serão inoculados nos fins de semana de 21 e 28 de agosto. "Tenho a convicção que, em pandemia, é quase impossível escapar ao vírus. Entre não escapar ao vírus e ser contaminado de forma descontrolada, com as consequências descontroladas, diria que a coisa mais racional é vacinar as crianças", referiu o vice-almirante, quando questionado sobre qual o conselho que deixa aos pais que ainda estão indecisos sobre inocular os seus filhos, sublinhando que a "vacina é segura, estável e protege contra o vírus".

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