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Fosso salarial entre homens e mulheres está a agravar-se

Fosso salarial entre homens e mulheres está a agravar-se

Dados da Pordata mostram que desigualdade subiu para 11,4% em 2020. Nove em dez mulheres cuidam sós dos filhos.

A pandemia agravou a desigualdade salarial entre homens e mulheres. De acordo com os dados da Pordata, o fosso subiu de 10,9% para 11,4% em 2020. Trata-se do segundo ano consecutivo a aumentar. Os dados mostram, ainda, que há mais mulheres do que homens a viverem sozinhas com os filhos. Quase nove em cada dez famílias monoparentais têm como único adulto a mulher.

Contra as desigualdades e para assinalar, hoje, o Dia Internacional da Mulher, a Rede 8 de Março agendou para o final desta tarde uma marcha no Porto, em Lisboa e em Braga. Há, ainda, outras manifestações em várias zonas do país. "Por mim, por ti, por todas" é o mote da iniciativa que marcará a apresentação do Manifesto Feminista 2022.

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Liliana Rodrigues, presidente da UMAR, explicou, ao JN, que as reivindicações abrangem, entre outros temas, os direitos laborais, o reconhecimento do trabalho sexual e o maior impacto da pandemia nas mulheres.

Frisando que "os anos passam e as desigualdades persistem", também a CGTP tem agendada para hoje uma marcha em Lisboa. "As mulheres em Portugal são elogiadas pelas qualificações e discriminadas nas retribuições. Empobrecem ao longo da vida pelo trabalho precário, pelos baixos salários, prestações sociais e pensões de reforma".

No campo laboral, segundo a Pordata, a pandemia fez aumentar o fosso salarial entre géneros. A par de Portugal, entre 2019 e 2020, a Letónia e Finlândia foram os únicos casos de aumento da disparidade salarial.

Ainda assim, a presença de mulheres no mercado de trabalho cresceu. Atualmente, diz a Pordata, "as mulheres já superam os homens em algumas profissões". Há mais médicas, advogadas e magistradas. Também na investigação, elas representam 42% do total de investigadores.

No domínio pessoal, as mulheres têm o primeiro filho cada vez mais tarde. "Desde 2013 que é aos 30 anos e, desde 2019, aos 31. A média da idade da mãe aumentou cerca de quatro anos desde o início deste século", detalha, revelando que, apesar de nasceram mais homens, as mulheres vivem mais. No entanto, "os anos de vida saudável são inferiores para elas".

Bancos de jardins lembram mulheres inspiradoras

Os bancos da Avenida da Liberdade (Lisboa) foram forrados com 72 imagens de mulheres inspiradoras nas áreas do desporto, artes e política, entre outras. Rosa Mota, Paula Rego, Agustina Bessa-Luís, Maria Barroso ou Maria de Lourdes Pintassilgo são nomes que podemos encontrar. Outros 16 bancos terão espelhos, para que qualquer mulher se sinta representada na iniciativa da Junta de Santo António.

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