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Governo vai criar task-force para resolver horários por preencher

Governo vai criar task-force para resolver horários por preencher

O ministério da Educação vai criar uma task-force para resolver o preenchimento de horários que não conseguem colocação em contratação de escola e deixa alunos sem aulas. A equipa será composta por elementos das direções gerais de estabelecimentos de ensino (Dgeste) e da administração escolar (Dgae) e irá intervir em cada agrupamento, caso a caso, recorrendo "a boas práticas".

A medida que vai arrancar nos próximos dias foi anunciada, esta quarta-feira, pela secretária de Estado da Educação, Inês Ramires, durante a apresentação do estudo de diagnóstico de necessidades docentes de 2021 a 2030.

O diagnóstico feito pela Nova School Bussiness Economics aponta para uma necessidade crescente de recrutamento de professores: mais de 34 mil terão de entrar no sistema na próxima década. O estudo alerta que face a 39% de aposentações de professores, independentemente da quebra de 15% no número de alunos, a formação de novos docentes deve duplicar.

A estratégia apresentada por Inês Ramires prevê, para reforçar a atratividade e estabilidade da carreira, medidas como a possibilidade de os professores passarem a vincular diretamente em quadros de escola ou quadros de agrupamento em vez de quadros de zona pedagógica (QZP), sendo que esta hipótese não desaparece para docentes que prefiram vincular em zonas próximas da residência. Os QZP serão redimensionados, para reduzir a dimensão; o modelo de estágios será revisto e pode vir a ser facilitado o acesso ao ensino de licenciados em outras áreas.

A intenção é recuperar um modelo similar ao que vigorava antes de 2006 de profissionalização em ensino, em que os estudantes que estão no segundo ano do mestrado em ensino devem fazer estágio nas escolas com orientadores.

O que se pretende é que a componente teórica do segundo ano do mestrado possa ser feita à distância para que os futuros docentes possam fazer estágios em escolas de todo o país e deixarem de se concentrar junto às instituições de ensino superior.

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A possibilidade de o exame de Matemática cair como requisito de acesso aos cursos de Educação Básica (para educadores e professores do 1.º e 2.º ciclo) não está em cima da mesa, admitiu Inês Ramires. A intenção não é simplificar o acesso, explicou, defendendo que o reforço da estabilidade e redução da precariedade das propostas atraiam mais candidatos.

Negociações em stand-by

Estava prevista a revisão do regime de concursos de professores mas as negociações, confirmou o ministro da Educação, não vão avançar por causa da convocação de eleições antecipadas. Aliás, a estratégia apontada é "a rota que seria seguida se não tivesse sido interrompida", retorquiu Tiago Brandão Rodrigues, admitindo que o programa eleitoral ainda está em construção. Apesar de o executivo manter "toda a legitimidade" para governar, as negociações exigiriam tempo e disponibilidade financeira.

"Tudo pode continuar mas as eleições são mesmo a 30 de janeiro", afirmou Tiago Brandão Rodrigues, insistindo que a antecipação das legislativas "pôs o relógio a contar e a partir das eleições haverá um governo que pode por isto em prática ou não".

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