Assédio

Guilherme W. d'Oliveira Martins alvo de denúncias de alunas da Faculdade de Direito de Lisboa

Guilherme W. d'Oliveira Martins alvo de denúncias de alunas da Faculdade de Direito de Lisboa

O professor de Finanças da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa Guilherme Waldemar d'Oliveira Martins foi um dos docentes alvo de denúncias por parte de estudantes, por alegadamente lhes enviar mensagens de madrugada através do Facebook, avança a CNN/TVI.

O canal de televisão garante que teve acesso a uma queixa, respeitante a 2020, em que o docente e ex-secretário de Estado das Infraestruturas, de 45 anos, "insistia em oferecer ajuda para explicar a matéria e fazia várias perguntas de foro pessoal".

"Todos os contactos eram feitos nunca antes das 20 horas e prolongavam-se pela noite fora, havendo ocasiões em que enviava mensagens já depois das 3 horas da madrugada", assegura a CNN/TVI.

PUB

Os autores do inquérito interno concluíram que "Oliveira Martins não o fez por dolo". "No entanto, por considerarem que o conteúdo das queixas tinha fundamento, foi recomendado que, em vez de uma 'sanção meramente retributiva e já preventivamente inútil' apresentasse as 'devidas desculpas às queixosas, numa perspetiva restaurativa'", esclarece o canal de televisão.

Na terça-feira, em declarações à RTP, a diretora da Faculdade de Direito, Paula Vaz Freire, confirmou a existência de "denúncias de várias alunas" e que foi instaurado um processo disciplinar ao docente. "Houve uma pronúncia do próprio professor Guilherme d"Oliveira Martins, no sentido de reconhecer e emitir um pedido de desculpas relativamente à conduta."

Contactado pela RTP, o professor respondeu: "No meu caso pessoal, nada há a apontar, uma vez que uma questão suscitada no passado foi objeto de apreciação por entidade competente e arquivada por falta de fundamento".

O relatório da comissão criada pelo conselho científico, a que a RTP teve acesso, revela que "as queixas referem-se a práticas de 31 docentes, sendo detetados, entre estes testemunhos, mais do que um testemunho relativamente a sete docentes."

Confrontada com esta questão, Paula Vaz Freire disse que não sabia quem são os docentes, nem conhecia os factos em causa. "Não existe matéria sobre a qual possa ser promovido o devido processo de inquérito ou de averiguação."

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG