Balanço

Há 76 mortes por Covid-19 em Portugal. Mais de quatro mil infetados

Há 76 mortes por Covid-19 em Portugal. Mais de quatro mil infetados

O número de casos de Covid-19 em Portugal subiu 724, de 3544 para 4268 mil, esta sexta-feira. Há 76 vítimas mortais, mais 16 que ontem.

De acordo com o boletim da situação epidemiológica no país divulgado esta sexta-feira pela Direção-Geral da Saúde, o número de infetados com o novo coronavírus aumentou para 4268, dos quais 354 estão internados, 71 em cuidados intensivos, e 43 já estão recuperados. A aguardar resultado laboratorial estão ainda 3995 casos suspeitos e 19.816 estão sob vigilância das autoridades de saúde. Desde o início da pandemia em Portugal, houve mais de 25 mil suspeitas.

O número de mortos registou um aumento de 16 (na quinta-feira, o aumento tinha sido de 16), de 60 para 76 mortes: 33 registaram-se no Norte, onde há 2443 casos de infeção, 24 na Grande Lisboa (1110 infetados), 18 na região Centro (520 infetados) e 1 no Algarve (99 infetados).

Do total de casos confirmados (que inclui 798 idosos com mais de 70 anos e 49 crianças com menos de 10), mais de 330 foram importados de 29 territórios estrangeiros - a maior parte de Espanha (105) e França (72). Os restantes foram provocados por contágio ocorrido dentro do país.

O concelho do Porto (317 casos) ultrapassou Lisboa (284) na tabela da caracterização demográfica dos casos confirmados, seguindo-se Gaia (262), Maia (171), Gondomar (149) e Ovar (145). A DGS esclarece que esta caracterização é "feita com dados reportados pelas Administrações Regionais de Saúde", que "têm como base a região de residência ou, caso não haja informação, região da ocorrência".

Fase da mitigação começou na quinta-feira

A fase de mitigação da pandemia, que corresponde ao nível de alerta e resposta máximo, começou na quinta-feira, por haver transmissão comunitária no país. As medidas de contenção passam a ser insuficientes e "a resposta é focada na mitigação dos efeitos do Covid-19 e na diminuição da sua propagação, de forma a minimizar a morbimortalidade - a relação entre o número mortes provocadas pela doença, num determinado local e período de tempo - e/ou até o surgimento de uma vacina ou novo tratamento eficaz", de acordo com o Plano Nacional de Preparação e Resposta à Doença da Direção-Geral da Saúde.

Na infraestrutura de saúde, a grande mudança é que serão envolvidos todos os hospitais públicos e centros de saúde, bem como o setor privado e social. Além disso, todas as pessoas com suspeita de infeção (que apresentam os sintomas típicos) devem ser testadas. Em caso de impossibilidade de testar toda a gente, a DGS estabeleceu uma cadeia prioritária: primeiro, doentes com critérios de internamento hospitalar; segundo, recém-nascidos e grávidas; terceiro, profissionais de saúde com sintomas.