Educação

Há cada vez mais cursos com taxa de desemprego zero

Há cada vez mais cursos com taxa de desemprego zero

O número de cursos com taxa de desemprego zero voltou a aumentar de 63, em 2018, para 68, no ano passado. Mais do dobro dos 25 cursos sem desemprego em 2016. Houve, ainda, mais 96 cursos com uma taxa de desemprego inferior a 1%.

A taxa de recém-diplomados inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional está a cair há quatro anos consecutivos. A 20 dias do arranque da primeira fase das candidaturas, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) atualizou os dados do portal Infocursos.

Tudo somado, o número de recém-diplomados desempregados (a partir da média apurada para cada curso entre junho e dezembro de 2019) era de 7138 entre mais de 200 mil formados nos sistemas de ensino público e privado.

Este ano, estavam inscritos no IEFP 3,3% dos recém-diplomados em instituições públicas, apenas menos uma décima relativamente a 2019 mas quase um terço dos 8,1% que estavam inscritos no IEFP em 2016.

No ano passado, o número de cursos sem desempregados entre os recém-diplomados (68) foi, inclusivamente superior ao de cursos com uma taxa de desemprego superior a 10% (62).

Apenas cinco cursos tiveram uma taxa superior a 15%, quando, no ano anterior, a taxa mais alta chegou aos 25,8% (Serviço Social na Universidade Católica) e há três anos, havia 30,3% de desempregados entre os recém-formados em Arquitetura, na Universidade de Évora.

Entre os 68 cursos sem desempregados entre os recém-licenciados, 44 são lecionados em universidades, 41 em instituições públicas e 55 são licenciaturas. As áreas são muito diversificadas. Entre os 13 mestrados integrados, por exemplo, além dos sete cursos de Medicina, encontram-se as engenharias Física e Tecnológica (o curso com a média de acesso mais alta em 2019) ou de Redes e Sistemas (ambos do Instituto Superior Técnico), mas também os três cursos de Teologia, lecionados na Universidade Católica, Música (Universidade de Aveiro), Agronomia (Escola Superior Agrónoma de Castelo Branco), ou Física (Universidade do Porto).

As universidades com mais cursos nesta lista de desemprego zero são as de Lisboa (com nove) e a Católica (oito).

252 cursos sem abandono

Os presidentes dos conselhos dos reitores das universidades (CRUP) e dos institutos politécnicos (CCISP) já pediram o reforço das verbas de Ação Social para o próximo ano. Receiam, tal como as associações académicas, que a crise financeira decorrente da pandemia possa fazer disparar o abandono. Um custo que, tal como no desemprego, pode quebrar evoluções estatísticas positivas. No Infocursos, os CTesP (curso técnico superior profissional), de dois anos, e os mestrados continuam a ser as ofertas com maiores níveis de abandono - 17 e 16,4% de média, respetivamente -, apesar de a taxa se encontrar em queda desde 2015.

Há 92 cursos com 50% ou mais de taxa de abandono, a esmagadora maioria (73) são mestrados, 12 são CTesP e sete licenciaturas. Nove destes cursos tiveram mesmo 100% de abandono, seis deles abriram com um inscrito. Mas também há 252 com 0% de abandono, a maioria, mais uma vez, mestrados (155).

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