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Enfermeiros

Faltar ao trabalho e não fazer horas extra podem ser novos protestos

Faltar ao trabalho e não fazer horas extra podem ser novos protestos

Enfermeiros preparam novas formas de luta e protesto para responder à requisição civil, que podem passar por faltar ao trabalho, deixar de fazer horas extra ou não realizar cirurgias de recuperação de listas de espera.

A presidente da Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros, Lúcia Leite, disse à agência Lusa que os enfermeiros se sentem "atacados nos seus direitos enquanto trabalhadores" e alertou para o risco de surgirem novas formas de luta "mais incontroláveis", ainda que não suportadas pelos sindicatos.

Lúcia Leite admite que os profissionais se consigam organizar no sentido de darem faltas injustificadas ao trabalho até ao limite legal, lembrando que o Código do Trabalho prevê que qualquer trabalhador possa faltar cinco dias seguidos ou dez interpolados.

O Movimento Greve Cirúrgica, que organizou a recolha de fundos para as duas paralisações em blocos operatórios, também já admitiu avançar com outras formas de protesto, que podem passar por abandono de serviço ou greves de zelo. E apelou ainda para que os enfermeiros deixem de realizar as cirurgias adicionais para recuperação das listas de espera, que não são obrigatórias, sendo pagas à parte e feitas fora do horário normal.

O Governo aprovou, esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, a requisição civil de enfermeiros devido à greve cirúrgica destes profissionais de saúde. A requisição civil dos enfermeiros vai avançar apenas em quatro dos sete centro hospitalares afetados pela greve: Centro Hospitalar Universitário de São João, o Centro Hospitalar Universitário do Porto, Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga e o Centro Hospitalar Tondela-Viseu.