António Costa

"O PS é o melhor a governar as finanças públicas"

"O PS é o melhor a governar as finanças públicas"

O secretário-geral do PS disse, sexta-feira, na abertura do congresso que "o PS é o melhor partido que governa a economia e as finanças públicas" e ainda deu um recado aos partidos que apoiam o PS no Parlamento: "Nós provamos que era possível sair da austeridade sem sair do euro".

"Se há algo que nos devemos orgulhar nestes dois anos e meio é que acabámos com o mito de que em Portugal é a direita que sabe governar a economia e as finanças públicas", regozijou-se António Costa, dizendo que Portugal lidera hoje o Eurogrupo por mérito próprio, depois de ter conseguido o melhor défice orçamental da democracia. E não deixou de dar um recado aos parceiros parlamentares do PS, em particular ao PCP, crítico do euro: "Hoje podemos dizer a quem duvidava há 2 anos e meio, que era impossível virar a página da austeridade sem sair do euro. Nós provamos que era possível sair da austeridade sem sair do euro", disse.

No arranque dos trabalhos na Batalha, que foram marcados por uma homenagem ao fundador do PS Mário Soares, António Costa disse que o PS se mantém fiel aos seus valores. "Estamos onde sempre estivemos, com a mesma convicção", disse, mostrando-se satisfeito com o trabalho que o PS tem estado a fazer no Governo. "Temos motivos para nos orgulhar do trabalho que estamos a fazer", disse, referindo que os socialistas estão "satisfeitos" e "tranquilos".

"Tranquilos, porque sabemos que cumprimos bem o nosso dever por ter assegurado ao país a estabilidade política necessária para fazer a mudança política que quisemos e que queremos continuar a fazer até ao ultimo dia da legislatura", disse, referindo que tem como objetivo continuar a aumentar o salário mínimo, combater a pobreza e as desigualdades sociais e investir nos serviços públicos, como a educação e a saúde, onde reconhece que há problemas.

Falou na nova prestação social para a deficiência, que abrange já 75 mil beneficiários, na contratação de oito mil novos profissionais e nas mais de 302 mil consultas hospitalares e 19 mil cirurgias no Serviço Nacional de Saúde e na "paixão pela Educação", onde referiu o compromisso com o pre-escolar aos três anos, a escola a tempo inteiro e a formação profissional.

António Costa não quer falar já de eleições - lembrou que haverá duas convenções, uma para preparar as Europeias de maio de 2019, outra para fazer o programa de governo para as legislativas - e quer o congresso a olhar para a frente, não para amanhã, mas para o médio-prazo. Enumerou as suas quatro prioridades - alterações climáticas, demografia, revolução digital e combate às desigualdades - e assumiu que o futuro do país tem de passar pelo acolhimento de imigrantes.

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