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Passos Coelho não se recandidata à liderança do PSD

Passos Coelho não se recandidata à liderança do PSD

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou esta terça-feira na reunião da Comissão Política Nacional que não se irá recandidatar ao cargo nas próximas eleições diretas.

A informação foi revelada à agência Lusa por fontes sociais-democratas presentes neste órgão.

Contactada pela Lusa, fonte oficial do PSD remeteu uma resposta para a intervenção inicial de Passos Coelho no Conselho Nacional, que será aberta à comunicação social.

Na noite das eleições autárquicas, no domingo, nas quais o PSD obteve o seu pior resultado de sempre, Passos Coelho reiterou no que não se iria demitir na sequência de resultados de eleições locais, mas prometeu uma "reflexão ponderada" sobre se iria ou não recandidatar-se ao cargo nas diretas previstas para o início do próximo ano.

Esta terça-feira de manhã, reuniu-se a comissão permanente do PSD - o núcleo duro da direção - e, à tarde, a comissão política. Para as 21 horas, está marcada a reunião do Conselho Nacional, num hotel em Lisboa.

De acordo com os resultados finais divulgados pela secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, o PSD vai liderar 98 câmaras (79 conquistadas sozinho, 19 em coligação), uma perda de oito autarquias em relação a 2013, que já tinha sido o pior resultado de sempre do partido em autárquicas.

Há quatro anos, o PSD tinha conseguido a presidência de 86 câmaras sozinho e mais 20 em coligação, num total de 106.

Em número de votos, o PSD sozinho conseguiu cerca de 831 mil votos, menos três mil do que há quatro anos, apesar de ter havido menos abstenção. Somando as coligações lideradas pelos sociais-democratas, o PSD conquistou cerca de 737 mil votos, número da mesma ordem dos de 2013.

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