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Intervalo da segunda toma da vacina da AstraZeneca reduzido para oito semanas

Intervalo da segunda toma da vacina da AstraZeneca reduzido para oito semanas

O intervalo da toma da segunda dose da vacina da AstraZeneca foi reduzido de 12 para oito semanas, anunciou a Direção-Geral da Saúde.

A recomendação consta da norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) "Campanha de Vacinação contra a COVID-19 Vacina VAXZEVRIA", divulgada esta quinta-feira, que atualiza o esquema vacinal desta vacina contra a covid-19.

Segundo a DGS, o esquema vacinal da VAXZEVRIA, também conhecida como a vacina da AstraZeneca, é de duas doses com intervalo de oito a 12 semanas, "sendo atualmente recomendado o intervalo de oito semanas de forma a garantir a mais rápida proteção" conferida pela vacinação completa "perante a transmissão de novas variantes de preocupação (VoC) de SARS-CoV-2", como a variante Delta, associada à Índia.

A DGS não esclarece, na norma, como vai proceder à vacinação de pessoas que fizeram a primeira toma há oito semanas ou mais e têm a segunda marcada para daqui a quatro semanas. "Se houver atraso em relação à data marcada para a 2.ª dose, ou, por qualquer intercorrência, não puder ser administrada a 2ª dose, a mesma será administrada logo que possível", lê-se no documento, que explica o esquema vacinal a implementar.

Pessoas com 60 ou mais anos de idade "devem tomar a segunda dose de VAXZEVRIA, com um intervalo de 8 semanas após a primeira dose", lê-se no documento.

Pessoas com menos de 60 anos de idade devem tomar "uma dose de vacina de mRNA, com um intervalo de 8 semanas após a primeira dose de VAXZEVRIA", adianta a DGS, esclarecendo que "as pessoas que adiaram a segunda dose do esquema de VAXZEVRIA, aguardando por nova recomendação da DGS, devem completar a vacinação, logo que possível, com uma dose de vacina de mRNA."

"Todas as oportunidades de vacinação devem ser aproveitadas para completar o esquema vacinal, respeitando as recomendações desta norma", refere a DGS, adiantando que as pessoas que adiaram a segunda dose do esquema de VAXZEVRIA, aguardando por nova recomendação da DGS, devem completar a vacinação, logo que possível, com uma dose de vacina de mRNA.

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Dada a possibilidade de "uma maior reatogenicidade", com um esquema vacinal constituído por duas vacinas diferentes, a DGS diz que poderá ser administrado paracetamol, após a segunda dose.

"As pessoas com menos de 60 anos de idade, que assim o desejem, numa base de ponderação de risco-benefício individualizada, podem completar o esquema vacinal com uma segunda dose de VAXZEVRIA, desde que se obtenha o seu consentimento livre e esclarecido", salienta.

Na terça-feira, a comissária europeia para a Saúde, Stella Kyriakides, disse que estão a surgir provas que demonstram que a variante Delta do coronavirus SARS-CoV-2 "diminui a força do escudo protetor" criado pelas vacinas, instando à aceleração da vacinação completa da população.

"Têm surgido provas de que as variantes - nomeadamente a variante Delta - diminuem a força do escudo protetor fornecido pelas vacinas, especialmente quando a vacinação ainda não é completa. É, portanto, crucial que o maior número possível de cidadãos seja vacinado contra a covid-19, e que seja totalmente vacinado o mais rapidamente possível", disse Stella Kyriakides.

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