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Jerónimo mantém Festa do Avante mas promete "pesar e bem as circunstâncias"

Jerónimo mantém Festa do Avante mas promete "pesar e bem as circunstâncias"

O secretário-geral do PCP pretende manter a realização da Festa do Avante. No entanto, tendo em conta as novas medidas restritivas na Área Metropolitana de Lisboa, Jerónimo de Sousa garante que o partido vai "pesar e bem as circunstâncias" em que o evento decorre.

À saída de uma reunião com o presidente da República, com quem discutiu, em Belém, a crise sanitária, o Orçamento suplementar e o Programa de Estabilização Económica e Social, Jerónimo lembrou "pela enésima vez" que "a festa está marcada desde o ano passado". O PCP está "a pensar realizá-la", reiterou, embora "acompanhada naturalmente de uma avaliação das circunstâncias" em virtude da pandemia.

O líder comunista sublinhou que o partido está a tentar o "regresso à normalidade", mas sempre com "sentido de responsabilidade" de modo a não prejudicar a saúde pública. "Mantemos a Festa do Avante, mas pesaremos e bem as circunstâncias em que ela se possa realizar", reforçou.

A Festa do Avante é um evento anual que marca a "rentrée" política do PCP após o verão. Este ano está marcada para os dias 4, 5 e 6 de setembro, no Seixal.

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Jerónimo de Sousa demarcou-se do projeto de lei do PAN que visa impedir a passagem de Mário Centeno diretamente de ministro das Finanças para o cargo de governador do Banco de Portugal (BdP). Para o secretário-geral do PCP "a discussão está toda ao contrário", uma vez que o "fundamental" seria garantir que o BdP não seja "uma sucursal" do Banco Central Europeu (BCE).

"Mais do que discutir a pessoa ou o perfil [para governador do BdP], sem resposta a esta questão central bem podemos lá pôr um verdadeiro artista, que teria sempre de cumprir as ordens do BCE", argumentou Jerónimo. Questionado sobre se acredita que o "verdadeiro artista" será Centeno, atirou: "Felizmente, a responsabilidade de indicar o nome não é minha".

Quanto à situação atual da pandemia, Jerónimo sublinhou a necessidade de se "perseguir os focos e, simultaneamente, resolver o problema dos transportes públicos". Na segunda-feira, recorde-se, o primeiro-ministro reconheceu que a oferta de autocarros na região de Lisboa e Vale do Tejo tem de ser aumentada.

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