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Livre não responde aos emails, Joacine não atende o telefone

Livre não responde aos emails, Joacine não atende o telefone

Joacine e a direção do Livre estão com problemas de comunicação. O partido não responde aos emails e a deputada não atende o telefone. No meio disto tudo, um voto desalinhado que causou preocupação e mal-estar.

Num comunicado de imprensa publicado ao final desta tarde de sábado, Joacine Katar Moreira justifica o seu voto sobre a proposta do PCP a condenar "a nova agressão israelita a Gaza e a declaração da administração Trump sobre os colonatos israelitas". "Votei contra a direcção de mim mesma", acrescentou.

"Na verdade, a abstenção não se deveu a uma falta de consciência ou descaso desta grave situação, mas à dificuldade de comunicação entre mim e a atual direção do Livre, da qual sou parte integrante, para além de deputada única do partido", escreve Joacine, acrescentando que "foram três dias de contacto infrutífero para saber dos posicionamentos da direção relativos ao sentido de voto das propostas que nos chegaram, onde esta constava".

Ao JN, Pedro Nunes Rodrigues, membro do Grupo de Contacto do Livre, reconheceu que receberam três emails com o guião das votações, mas em nenhum deles foi feito qualquer pedido de ajuda ou de esclarecimento sobre os textos a votação.

"Só nos pronunciamos quando fazem pedidos específicos", referiu Pedro Nunes Rodrigues, justificando assim a ausência de resposta aos emails.

Na sexta-feira, Joacine absteve-se na votação da proposta de condenação da violência de Israel sobre a Palestina, causando preocupação e mal-estar junto da direção do Livre, defensor da autonomia do território e do reconhecimento do Estado Palestiniano.

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Partido emite comunicado a distanciar-se de Joacine

Esta manhã de sábado, a direção do Livre emitiu um comunicado a distanciar-se da posição de Joacine, alegando que "não reflete as tomadas de posição oficiais do partido sobre o tema em questão".

"Já este sábado, antes de publicarmos o comunicado, voltamos a tentar o contacto, mas não obtivemos qualquer resposta", tanto por email como por SMS, lamentou Pedro Nunes Rodrigues.

Horas depois, Joacine publicou nas redes sociais um comunicado a explicar que decidiu abster-se "por prudência, acreditando estar a defender a posição do partido" e não a sua. Em causa, o facto do texto do PCP ser "omisso em relação à questão da negociação para a paz" e o Livre frisar nas suas posições "a necessidade de diálogo entre as partes envolvidas".

A deputada começa a nota por pedir desculpa a todas as pessoas palestinianas e a todas as outras que se sentiram lesadas e defraudadas pela abstenção e deixa claro que condena totalmente as ofensivas israelitas sobre a Faixa de Gaza e toda a repressão sobre o povo palestiniano.

Joacine aproveita ainda para explicar que, também esta sexta-feira, não pode manifestar o seu sentido de voto relativo ao 25 de novembro por se encontrar ausente do hemiciclo devido a um imperativo relacionado com as funções de deputada única.

"São vários os desafios que esta nova função acarreta e quero assegurar que estes dois sentidos de voto, por mais questionáveis que possam parecer, em nada significam uma revirada ideológica", assegura.

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