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Lei da rolha de Ventura já calou 82 militantes

Lei da rolha de Ventura já calou 82 militantes

A diretiva 3/2020 do Chega, conhecida como a "lei da rolha" que impede os militantes de falarem publicamente sobre a vida interna do partido, já suspendeu 82 membros desde que foi criada, há um ano e cinco meses. Os opositores internos acusam o líder de ser "ditador" e estão a preparar uma ação judicial para reverter todas as suspensões, com base na ilegalidade da Comissão de Ética, o organismo que as aplica.

As 98 suspensões e expulsões ao abrigo da "lei da rolha", que constam do site do Chega, abrangem 82 militantes. Alguns foram suspensos mais do que uma vez, sempre por tecerem críticas ao partido e aos seus dirigentes, nas redes sociais ou na imprensa. São vários os que contestam a utilidade e a legalidade de uma Comissão de Ética que "impõe medo e silencia" quem ousa criticar as opções do partido, como a contratação da ex-PAN Cristina Rodrigues ou os polémicos casos das dívidas do deputado Filipe Melo.

"Neste momento é um entrave à democracia interna do partido", entende José Dias, antigo vice-presidente do Chega, que propôs acabar com o organismo quando se candidatou ao Conselho de Jurisdição. José Dias sublinha que a Comissão de Ética "não existe em partido nenhum" e é "uma inovação sobre a qual o Tribunal Constitucional ainda não se pronunciou".

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