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Mais de metade dos consumidores usam canábis para melhorar o sono

Mais de metade dos consumidores usam canábis para melhorar o sono

Mais de metade dos consumidores de canábis em Portugal recorrem a esta substância para melhorar o sono e cerca de 40% usam-na como forma de tratar a depressão ou a ansiedade. Estas são duas das conclusões do Inquérito Online Europeu sobre Drogas - Portugal 2021, promovido pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência. A maioria dos inquiridos concorda ainda que o consumo da canábis devia ser legal.

O inquérito de autopreenchimento foi dirigido a consumidores de drogas com mais de 18 anos e realizado em cerca de 30 países europeus, entre os quais Portugal, através do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD). O objetivo foi "aprofundar o conhecimento sobre os padrões de utilização de drogas ilícitas, visando a melhor adequação das políticas públicas".

O estudo abrangeu 3188 consumidores de canábis em Portugal, sendo que 41% vivem em Lisboa e Vale do Tejo e 32% no Norte do país. Cerca de 17% residem na região Centro, 4% no Algarve e 3% no Alentejo. Apenas 3% vivem nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. A esmagadora maioria da amostra - 79% - tem entre os 18 e os 35 anos e possui um curso superior ou o ensino secundário completo (67%). Cerca de 49% trabalham por conta de outrem ou por conta própria, 27% são exclusivamente estudantes e 8% são trabalhadores-estudantes.

Entre os principais motivos apontados para justificar o consumo estão a redução do stress (84%), a melhoria do sono (52%) e o tratamento de depressão ou ansiedade (40%). Cerca de 60% diz consumir como forma de diversão, 36% para socializar, 21% para melhorar o desempenho na escola ou no trabalho e 15% para reduzir a dor ou inflamação.

Quase todos os inquiridos usam o charro para fumar, sendo que o consumo da canábis herbácea (vulgo erva ou marijuana) é predominante em Portugal. Cerca de 22% consumiu mais de 300 dias no último ano e cerca de 20% consumiu, no máximo, 10 dias.

O estudo revela ainda que a esmagadora maioria dos inquiridos (95%) consumiram canábis ilegal e que 75% "concordam completamente" que o consumo deveria ser legalizado. Cerca de 25% concordam "em grande medida".

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