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Mais de metade dos militantes do PSD estão aptos a votar nas diretas

Mais de metade dos militantes do PSD estão aptos a votar nas diretas

Dos 84 mil membros, 53% podem escolher líder. Rangel critica pressa na elaboração das listas de deputados, Rio quer evitar falhar prazo de entrega.

Mais de metade (53,03%) dos 84 mil militantes do PSD está apta a votar nas diretas de 27 de novembro. O número, que à hora do fecho desta edição se fixava nos 44 931 - as quotas podiam ser pagas até à meia-noite -, é superior ao das últimas diretas, que se ficou pelos 40 628. Ontem, manteve-se a discórdia entre Paulo Rangel e Rui Rio quanto à elaboração das listas de deputados: o primeiro pediu que não se apresse o processo, o segundo respondeu que está a cumprir os estatutos.

Na quarta-feira à noite, o universo de militantes totalizava 84 730, o que mostra que, nos últimos dias, têm existido novas filiações. Segundo o site do PSD, a 4 de novembro havia 83 040 militantes (menos 1 690) e, entre terça e quarta-feira, houve mais 217.

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A maioria dos militantes aptos a votar pertence à distrital do Porto (7778, cerca de 17,5% dos que podem fazê-lo). Seguem-se as de Braga (6127, que representam 13,64% dos militantes com quotas em dia) e Lisboa (5935, ou 13,21% dos que podem escolher o líder).

Estas distritais podem, assim, ser decisivas e todas elas pendem para Rangel: este tem do seu lado o líder da estrutura do Porto, somando também importantes apoios em Lisboa e Braga. No entanto, soube o JN, as hostes de Rio apostam na possibilidade de as vontades das cúpulas locais não coincidirem com as das bases.

"Carro à frente dos bois"

A questão das listas continua a marcar a campanha interna. Em Viseu, Rangel voltou a pedir que não se coloque "o carro à frente dos bois", aludindo ao facto de Rio querer decidir até ao congresso - ou seja, até 17 de dezembro - quem serão os candidatos a deputados nas eleições de janeiro.

"Não vejo nenhuma razão para antecipar essa questão porque ela vai ser resolvida com toda a facilidade", afirmou Rangel. "Primeiro temos eleições diretas. Depois, o novo líder vai conversando, no período de transição, com quem tem de conversar, e resolverá todas as questões", vincou.

Em resposta, Rio garantiu que tudo o que está a fazer "é estatutário" e obedece às tramitações exigidas, que obrigam o líder a ouvir as concelhias e as distritais antes de entregar as listas nos tribunais. "Se assim não for, podemos correr o risco de haver uma impugnação", afirmou, dizendo não querer ter a "responsabilidade" de vir a falhar a entrega das listas, cujo prazo limite é 20 de dezembro.

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