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Mais de oito mil pessoas mudaram de nome em dez anos

Mais de oito mil pessoas mudaram de nome em dez anos

Pedido para alterar nome próprio ou retirar apelido de família tem de ser justificado junto do IRN. Números não incluem casamento ou divórcio. Processo custa 200 euros.

O nome é demasiado comprido, nunca se identificou com o nome próprio e não conhece a família que lhe dá o último apelido. Por tudo isso, aos 25 anos, Bruna Rafaela Lima Arcanjo Gonçalves vai passar a chamar-se Rafaela Lima Arcanjo, ou seja, vai tirar um nome próprio e um apelido. Na verdade, é assim que assina há vários anos, mas os documentos continuam a lembrá-la dos nomes que não quer utilizar. E não é a única: em 2021, mais de 1200 pessoas pediram para alterar o nome ou o apelido no Registo Civil, um dos números mais elevados dos últimos 10 anos.

Em 2012, os pedidos fixavam-se nos 569, mas têm vindo a subir. No total, entre 2012 e 2021, foram realizadas 8277 alterações de nome ou apelido, segundo dados fornecidos pelo Ministério da Justiça (MJ) ao JN. Tratam-se de alterações feitas a pedido dos próprios por razões pessoais, como não gostar do nome próprio ou querer retirar um nome de família por desentendimento com a mesma. Quaisquer alterações requeridas devem ser justificadas, já que deve permanecer a ideia de imutabilidade dos nomes.

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