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Marcelo relativiza críticas e lembra que CEMA se disponibilizou a sair

Marcelo relativiza críticas e lembra que CEMA se disponibilizou a sair

O presidente da República relativizou a mensagem de despedida do Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) que vai ser substituído por Gouveia e Melo. O almirante Mendes Calado disseque não sai "por vontade própria", mas Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que este se tinha disponibilizado para deixar o cargo antes do fim do mandato. Estas mudanças, acrescentou, são "próprias da estabilidade institucional".

"Tive ocasião de agradecer muito ao senhor almirante Mendes Calado", afirmou o chefe de Estado esta sexta-feira, em Belém. "Não só, logo no início deste ano, ele se mostrou disponível para encurtar o mandato como o cumpriu de uma forma brilhante", referiu. Recorde-se que o mandato de Mendes Calado só terminaria em fevereiro de 2023.

No entender de Marcelo, o almirante exonerado "quis marcar a sua posição" e mostrar que "não foi ele que, por qualquer tipo de dissidência, divergência ou animosidade, tomou a iniciativa de pedir o afastamento".

O presidente lembrou que, desde que chegou ao cargo, em 2016, já deu posse a três CEMA diferentes, preparando-se Gouveia e Melo - que assume funções na segunda-feira - para ser o quarto. "O presidente, enquanto comandante supremo das Forças Armadas, acaba por interferir muito", sublinhou, lembrando que estas nomeações ocorrem sempre por proposta do Governo.

Marcelo esperou pelas leis orgânicas para atuar

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Marcelo lembrou que, até deixar a Presidência, ainda terá de tomar várias outras decisões semelhantes ao nível das chefias das Forças Armadas. Desde logo a recondução dos Chefes do Estado-Maior da Força Aérea e do Exército, a substituição do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e, ainda, a "eventual recondução" do próprio Gouveia e Melo.

"Todas as chefias, por razões diferentes, vão motivar - ou na sua sucessão, ou na sua recondução - decisões até ao termo do mandato presidencial. Mas isso é próprio da estabilidade institucional. É assim", frisou.

Marcelo explicou ainda que travou a substituição do CEMA em setembro por ter entendido que "fazia sentido esperar pelas leis orgânicas do Estado-Maior General das Forças Armadas e dos três ramos". Agora que elas estão "praticamente prontas", o presidente entende que esse "novo ciclo político e funcional" justifica a substituição de Mendes Calado por Gouveia e Melo à frente dos destinos da Marinha.

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