Amadora-Sintra

Militares alemães em Lisboa para avaliar necessidades do SNS

Militares alemães em Lisboa para avaliar necessidades do SNS

O pedido de ajuda internacional estará iminente. O Governo português já está a dialogar com o Governo alemão para "um possível apoio" para ultrapassar a atual crise sanitária provocada pela covid-19.

Nesta quarta-feira, militares em representação oficial do Executivo de Angela Merkel estiveram em hospitais de Lisboa e Vale do Tejo a avaliar as necessidades de meios humanos e materiais. O recurso a hospitais espanhóis também estará a ser equacionado.

No Hospital Amadora-Sintra estiveram pelo menos dois médicos militares numa visita com contornos de "missão diplomática". Reuniram, enquanto representantes institucionais do Governo, com um médico daquela unidade e um elemento da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, apurou o JN junto de fonte hospitalar. A "missão de observação" prosseguiu noutras unidades da região.

Pouco depois, a Embaixada da Alemanha em Lisboa confirmou à Lusa que está em curso "um diálogo" entre os governos alemão e português sobre "um possível apoio alemão" aos esforços de Portugal para ultrapassar a crise sanitária. Numa declaração por escrito acrescenta que "a decisão sobre as áreas concretas de cooperação será tomada em estreita coordenação entre os dois Governos".

Segundo a SIC, os contactos estão a ser feitos pelos ministérios da Defesa e da Saúde. O mecanismo de ajuda europeia ainda não tinha sido acionado ontem e quando acontecer será a pedido de Marta Temido, com a articulação do Ministério de Gomes Cravinho.

Na quarta de manhã, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, referiu que o recurso ao mecanismo de cooperação europeu está a ser equacionado pelo Governo português, mas ainda não foi "formalizado completamente".

Espanha é outra hipótese em cima da mesa. O presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Intensiva disse em declarações ao jornal espanhol "A Voz da Galiza" que "o pedido de ajuda já começou, embora não seja oficial". João Gouveia considera "lógico" que a transferência de doentes "seja feita por via rodoviária entre hospitais que estão próximos da fronteira". Também o Luxemburgo já se mostrou disponível para dar apoio a Portugal.

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