Protesto

Ljubomir Stanisic: "Por amor de Deus, olhem para nós. Estamos a morrer"

Ljubomir Stanisic: "Por amor de Deus, olhem para nós. Estamos a morrer"

O setor da restauração exigiu este sábado, em Lisboa, a descida de impostos, num protesto marcado por um momento de tensão que teve um jornalista como alvo. O chefe Ljubomir Stanisic deixou um alerta: "estamos a morrer".

"Não estamos contra o Governo, não entramos em politiquices", disse Ljubomir, que deu a cara pelo protesto. No entanto, acrescentou: "a primeira coisa que o Governo pode fazer é parar de mentir e de nos dar falsas esperanças".

"Só queremos os nossos direitos", reforçou o chefe no fim da concentração, que juntou várias centenas de pessoas no Rossio- e que se estendeu para lá das 13 horas, que marcam o início do recolher obrigatório. "Por amor de Deus, olhem para nós. Estamos, literalmente, a morrer".

Ljubomir Stanisic lembrou que tem havido despedimentos em massa no setor da restauração, devido à falta de clientes. "Ninguém o quer fazer, mas somos obrigados a despedir", lamentou.

Momento de tensão

PUB

A confusão instalou-se quando uma das pessoas que falaram no palco acusou o jornal "Observador" de mentir quanto ao número de pessoas presentes no protesto. Essa intervenção levou vários manifestantes a perseguirem o jornalista daquele órgão de comunicação no local, identificado através do microfone que empunhava.

A PSP atuou prontamente, evitando problemas maiores. O chefe Ljubomir Stanisic tentou evitar a confusão e apelou às autoridades para que protegessem o jornalista: "Calma, o mais importante é manter a calma. Polícia, por favor, protejam a pessoa do Observador. Estamos aqui por bem".

Exigem a isenção da TSU e descida do IVA

O manifesto elaborado pela organização da concentração pede medidas como a isenção da TSU até 30 de junho de 2021 ou a descida do IVA até dezembro do mesmo ano, além de apoios a fundo perdido.

Além disso, os manifestantes exigem o apoio ao pagamento de rendas dos estabelecimentos, a "injeção direta de fundos nas empresas sem a exigência de ter finanças e segurança social em dia ou o layoff para sócios-gerentes "independentemente do facto de terem uma ou mais empresas e acumularem trabalho por conta de outrem".

Outros dos pedidos constantes no documento são os "apoios reais a fundo perdido à manutenção de postos de trabalho", bem como às tesourarias das empresas.

Os manifestantes reivindicam ainda o reforço imediato das linhas de crédito, a isenção de impostos nas rendas dos imóveis arrendados durante o período de proibição de exercício da atividade, o prolongamento dos apoios da Segurança Social a trabalhadores independentes ou a anulação de multas por pagamento atrasado de impostos Prolongamento dos contratos de arrendamento, caso sejam a termo, por mais 3 anos.

Outras Notícias