Covid-19

Pico da pandemia esperado a 14 de abril, mais doentes vão ser tratados em casa

Pico da pandemia esperado a 14 de abril, mais doentes vão ser tratados em casa

A ministra da Saúde anunciou, este sábado, um novo modelo de assistência aos doentes com Covid-19 para reforçar a capacidade de tratamento no domicílio. E apontou o pico da pandemia para meados de abril.

O pico de casos de infeção com o vírus da covid-19 em Portugal deverá ser atingido em meados de abril, disse a ministra da Saúde, Marta Temido.

"De acordo com a evolução do número de casos de covid-19 em Portugal e com os cálculos das estimativas epidemiológicas disponíveis, estima-se, com base naquilo que tem sido a evolução da incidência, que a data prevista para a ocorrência do pico da curva epidemiológica se situe à volta do dia 14 de abril", disse Marta Temido, na conferência de imprensa diária sobre a situação da pandemia do novo coronavírus no país.

A ministra da Saúde anunciou, este sábado, um novo modelo de assistência aos doentes com Covid-19 para reforçar a capacidade de tratamento no domicílio face àquilo que tem sido o alargamento da expansão geográfica" dos casos de infeção e à "tendência crescente da curva epidémica".

Marta Temido explicou que "o novo modelo de assistência aos doentes do Covid-19 será implementado a partir da próxima quinta-feira (26 de março) por forma a dar tempo às entidades envolvidas de fazerem a adaptação", nomeadamente, ter áreas diferenciadas para doentes com o novo coronavírus e não infetados, assim como "a distribuição de equipamentos de proteção e mais testes".

Segundo o boletim divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), este sábado, há 1280 casos de infeção confirmados, dos quais 156 estão internados.

A taxa de letalidade por Covid-19 é atualmente de cerca de 1% que "está aquém" de valores registados noutros países, afirmou a diretora-geral da Saúde.

Contudo, esta taxa pode evoluir para "outro tipo de valores", porque Portugal tem ainda "muito poucos doentes com história de internamento muito prolongado", ressalvou Graça Freitas, na conferência de imprensa.

"Nós começámos a internar e a detetar casos do dia 2 [de março] e hoje é dia 21 e, portanto, ainda pode acontecer que alguns destes doentes venham a morrer", reconheceu Graça Freitas.

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