Cheias

Ministro defende que aldeias ribeirinhas do Mondego mudem de lugar

Ministro defende que aldeias ribeirinhas do Mondego mudem de lugar

O ministro do ambiente sugeriu, segunda-feira à noite, que as aldeias ribeirinhas do Baixo Mondego vão acabar por ter de mudar de sítio, para sair das zonas de risco, depois das cheias dos últimos dias.

"Vamos ter de nos adaptar aos recursos que temos. Aldeias têm de saber que estão numa zona de risco. Paulatinamente, as aldeias vão ter que ir pensando em mudar de sítio porque não esperemos que esta capacidade que temos possa vir a crescer. Isso é o contrário da adaptação", explicou, no Jornal 2 da RTP, João Matos Fernandes.

O ministro disse ainda que a manutenção que tem sido nos diques do Mondego fizeram com que aguentassem a água, mas que as ruturas eram impossíveis de conter, por terem acontecido com pressão de água "acima dos limites do projeto".

Também à RTP, o presidente da câmara de Montemor-o-Velho disse que a alteração da localização das aldeias é uma tarefa quase impossível. "Na prática, é muito difícil tirar as pessoas das suas residências quanto mais mudar as pessoas do seu local habitual", disse Emílio Torrão, lembrando que existe uma "cultura de cheia" na região. O problema, resume, são as alterações climáticas.

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