
Rosa Coutinho, à esquerda, e Vasco Goncalves
Arquivo JN
Almirante Rosa Coutinho, um dos mais controversos militares do 25 de Abril, morreu, hoje, quarta-feira, aos 84 anos, vítima de cancro.
O corpo de Rosa Coutinho está em câmara ardente na Capela de São Roque, nas instalações da Marinha, realizando-se o funeral amanhã, quinta-feira, a partir das 15 horas.
Na reserva desde Novembro de 1975, Rosa Coutinho notabilizou-se no pós-25 de Abril de 1974, tendo ficado conhecido como o "almirante vermelho" pela sua proximidade ideológica com o PCP.
Após a revolução de 1974 integrou a Junta de Salvação Nacional e em outubro de 1974 foi designado Alto Comissário em Angola até à assinatura do Acordo de Alvor em janeiro de 1975.
No período pós-revolucionário, coordenou o Serviço de Extinção da PIDE-DGS e da Legião Portuguesa.
Na Marinha, Rosa Coutinho passou grande parte da sua carreira embarcado, tendo sido capturado nos anos 1960 numa missão de patrulhamento e pesquisa no rio Zaire.
No 25 de Abril de 1974, era capitão-de-fragata e foi um dos elementos da Armada designados para integrar a Junta de Salvação Nacional (JSN).
