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Mortalidade por covid-19 em Portugal "acima do limiar preconizado" pelo Centro Europeu

Mortalidade por covid-19 em Portugal "acima do limiar preconizado" pelo Centro Europeu

O último relatório do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA) sobre a monitorização das linhas vermelhas revela que a mortalidade por covid-19 vai manter-se elevada em Portugal, mas o ritmo de crescimento está a abrandar. Com 18,6 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes, o território nacional "está acima do limiar preconizado" pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês).

O limite definido pelo ECDC está em "10,0 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes", mas Portugal ultrapassou-o. A 11 de agosto foi registado um valor de "18,6 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes". Face à semana anterior, de 4 de agosto, o número da mortalidade representa um acréscimo de 13%.

O relatório conjunto do INSA e da Direção-Geral da Saúde (DGS) prevê que, nos próximos dias, este indicador se mantenha elevado. E há uma explicação: o aumento do número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 acima dos 80 anos.

Tanto a taxa de incidência (número de novos casos acumulados a 14 dias por 100 mil habitantes) como o índice de transmissibilidade (Rt) registam uma tendência decrescente na generalidade do território. Apenas o Alentejo e o Algarve mantêm os números elevados: Rt de 1,01 e 480 casos por 100 mil habitantes, respetivamente.

O número de camas ocupadas nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) está também a descer, com uma redução de "16% em relação à semana anterior". A 11 de agosto havia "169 doentes internados em UCI", o que corresponde a 66% do limite definido como crítico de 255 camas ocupadas. Na semana passada, a percentagem era de 77%.

Sem surpresas, relativamente ao que tem acontecido nas semanas anteriores, a variante delta continua a ser a prevalente em Portugal: 98,9% de frequência nas amostras analisadas pelo INSA.

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