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Mortes de Covid-19: 93% em hospitais, 4% em lares e 3% em domicílio

Mortes de Covid-19: 93% em hospitais, 4% em lares e 3% em domicílio

A maioria dos óbitos de Covid-19 ocorre nos hospitais (93%). Há 1470 doentes recuperados. DGS sem registo de casos de síndrome associada à Covid-19 em crianças.

Do total de 973 óbitos associados à Covid-19, "93% ocorreram em meio hospitalar, 4% em lares e 3% em domicílio", revelou, esta quarta-feira, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, na conferência de imprensa diária sobre a evolução da Covid-19 em Portugal. "Todas as mortes estão a ser contabilizadas", garantiu.

"Em Portugal não é possível ninguém ser enterrado, cremado, sem um certificado de óbito, e os certificados de óbito são passados pelos médicos - que sabem a causa da morte - e são eletrónicos", acentuou.

"Independentemente do local da ocorrência do óbito, o óbito é registado. Em anos normais, sem Covid, cerca de um terço das pessoas morre fora do hospital", referiu.

Questionada sobre relação entre a Síndrome Kwasaki e a Covid-19 em crianças, após o Reino Unido ter reportado um aumento de casos em crianças de todas as idades com um estado inflamatório multissistémico que requer cuidados intensivos, Graça Freitas afirmou: "até à data não temos reporte de nenhum caso em Portugal". E acrescentou que as crianças infetadas com o novo coronavírus no país "têm tido uma evolução bastante favorável".

Associações de pediatria do Reino Unido, da Itália e de Espanha pediram aos médicos para estarem atentos a crianças que apresentem uma condição inflamatória rara porque a doença pode estar ligada ao novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), há 401 crianças com menos de 9 anos com Covid-19. Entre os 10 e 19 anos são 739 doentes.

De acordo com o boletim, registam-se 24505 casos confirmados de infeção, mais 183 do que na terça-feira (0,8%), 980 casos em internamento, dos quais 169 em cuidados intensivos (menos três casos) e 1470 casos de recuperação (mais 81).

"A taxa de letalidade global é de 4% e a taxa de letalidade acima dos 70 anos é de 14,1%", segundo indicou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa.

"As pessoas em tratamento domiciliário são 86% dos casos e a percentagem de internamento é de 4%", acrescentou.

António Lacerda Sales indicou que "o SNS24 atende cerca de sete mil chamadas por dia e tem um tempo médio de espera de de menos de meio minuto".

"A pandemia continua e continuará a fazer parte das nossas vidas. Somos todos agentes de saúde pública", frisou o governante, numa altura em que se aproxima o fim do estado de emergência em vigor (às 23.59 horas de 2 de maio). "Está em nós, em cada um de nós, a missão de salvar vidas".

"Não quereremos estar desprevenidos com uma segunda vaga [de casos], por isso, à medida que aumentamos a capacitação do Serviço Nacional de Saúde temos também de criar uma almofada para prevenir a hipótese de uma segunda vaga", defendeu.

Sobre o plano de contingência de prevenção e combate à violência doméstica no âmbito da pandemia de Covid-19, o secretário de Estado revelou que "foram contratualizadas mais duas casas abrigo, que correspondem a mais cem vagas" e "desde 6 a 27 de abril, estas casas já acolheram 50 vítimas".

"Foi também criada uma nova linha de atendimento por SMS (mensagens curtas escritas) com o número 3060, é gratuita e não permite a identificação dos contactos pelo agressor. Presta informações, apoia e encaminha as vítimas e, em caso de elevado perigo, aciona as forças de segurança", explicou. "Entrou em funcionamento no dia 27 de março e já recebeu 123 pedidos de apoio".

"Mantém-se ativa a linha telefónica de apoio a vítimas de violência - 800 202 148 - e o email violencia.covid@cig.gov.pt", sublinhou o governante. "No total, estas três linhas receberam desde 19 de março 308 pedidos".

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