Política

Nova direção do Livre sem Joacine aprovada com 95 votos

Nova direção do Livre sem Joacine aprovada com 95 votos

A nova direção do Livre, que na lista não conta com o nome de Joacine, foi eleita, no domingo, com 95 votos a favor e 15 brancos.

Entre os 15 elementos agora eleitos, sete transitam diretamente da anterior direção. Carlos Teixeira é um dos casos. Ele que assumirá o cargo de deputado no Parlamento no caso de Joacine abdicar do lugar- o que a deputada já assumiu que não fará.

Joacine, a única deputada eleita pelo Livre nas eleições de outubro, fica afastada da direção do partido nos próximos dois anos, uma vez que o seu nome não faz parte da lista da nova direção.

Se a eleição para a direção foi praticamente consensual, o mesmo não se pode dizer da do conselho de jurisdição. Dos 109 votos contabilizados, 66 foram ao encontro da única lista candidata, apresentada por Ricardo Sá Fernandes, que ontem saiu em defesa de Joacine. Sublinhe-se, ainda assim, os 15 votos nulos e os 28 em branco.

Para a Assembleia -- órgão máximo entre congressos -- houve 105 votos válidos e quatro nulos (também de um total de 109). Os candidatos apresentam-se individualmente.

A Assembleia do Livre é composta por até 50 membros, dos quais 25 homens e 25 mulheres.

O candidato mais votado foi o fundador do partido, Rui Tavares, com 63 votos, seguindo-se Jorge Pinto, com 60 votos. Entre as mulheres, Patrícia Robalo teve 49 votos e Inês Cisneiros, 45.

A presidente da mesa do Congresso, e até agora coordenadora da Assembleia, Ana Natário, conseguiu 31 votos e fará mais um mandato.

Aprovada moção que desafia partido a reclamar lugar de ecologista

O IX Congresso do Livre rejeitou hoje duas moções e aprovou 14, entre as quais uma que insta o partido a ocupar o lugar de ecologista, e outra que pede uma avaliação do modelo de organização do partido.

Inicialmente eram 18 as moções apresentadas, mas duas acabaram por ser retiradas pelos proponentes, uma que pedia a retirada da confiança política à deputada Joacine Katar Moreira e a outra para que o partido reagisse aos "ataques infundados" e às "notícias falsas" sobre a eleita.

Entre os 16 documentos postos a votação na reunião magna que decorre em Lisboa, três foram aprovados por unanimidade -- "construir o Livre como força autárquica", "um partido partilhado empenhado na política colaborativa por uma democracia radical" e a moção apresentada por Rui Tavares, "novo pacto verde, um desafio do Livre para Portugal, a Europa e o planeta".

As restantes foram aprovadas por maioria.

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