Pandemia

Novembro com mais casos de covid-19 que todos os outros meses do ano juntos

Novembro com mais casos de covid-19 que todos os outros meses do ano juntos

Novembro negro. O mês que hoje termina registou mais casos de covid-19 que todos os outros meses somados. Os 156782 registos dos últimos 30 dias correspondem a 52,6% do total de infeções reportadas desde o início da pandemia.

São praticamente 10 meses a contar casos de covid-19 em Portugal, desde que a 2 de março foram oficialmente identificados as duas primeiras infeções, uma no hospital de São João e outra no Santo António, ambos no Porto.

Contas feitas, foram anotados 298061 casos, dos quais 156 782 no mês de novembro, mais do que em todos os outros meses juntos (141275 até 31 de outubro).

A mortalidade também foi particularmente agravada no mês de novembro, que somou quase duas mil vidas perdidas, a uma média de 66,6 por cada um dos últimos 30 dias, superior à média diária de 17 óbitos em outubro ou 27 em abril, até agora os meses mais letais da doença em Portugal.

Números, de vidas perdidas para a covid-19 no mês de novembro, que representam 43% do total de óbitos associados à doença provocada pelo vírus SARS-CoV-2, de um acumulado e 4505 vítimas mortais registadas desde que Mário Veríssimo, ex-treinador de futebol, foi identificado como a primeira vítima da maleita, a 16 de março.

No mês em que o medo chegou a Portugal, 160 vidas foram levadas nos 15 dias que mediaram o primeiro óbito, a 16 de março, e o dia 31, que encerrou com um total diário de 20 mortos.

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Um número inferior à média de abril (27), o mês que confirmou os medos e, provavelmente, ajudou a um confinamento tido como exemplar em Portugal e aparentemente decisivo para controlar a pandemia. É o que se pode ler nos números: aos 829 mortos e 17613 casos positivos de abril, seguiram-se, em maio, 421 vítimas mortais (metade) e 744 infeções, cerca de um terço das do mês anterior.

Com o inverno para trás, a primavera e o verão trouxeram um abrandamento dos números de que se fazem as pessoas enfermas e as vidas perdidas, com os casos positivos a variarem entre os 7444 de maio e o 9641 de junho, com julho e agosto entre um e outro.

A estatística de vidas perdidas foi idêntica: o pico de 829 óbitos de abril caiu para 421 em maio, com os números a desceram para menos de metade nos meses seguintes, chegando a um mínimo de 87 em agosto, antes de voltarem a subir em setembro, para 149, um registo que se configura como uma espécie de média aritmética do que aconteceu em junho, julho e setembro.

Outubro trouxe um prenúncio de morte, com 536 fatalidades, um dado estatístico entre o abril negro e o maio de alguma esperança. Talvez fosse difícil de prever que novembro viria a ser tão duro, com quase duas mil vidas (1998) ceifadas em 30 dias, a uma média de 66,6 pessoas a morrer a cada dia por causas associadas à covid-19.

No mês mais negro da pandemia, as mais de 150 mil infeções, que encheram os hospitais com números recorde de pessoas hospitalizadas (3342 esta segunda-feira), destas, 529 à data de ontem, em unidades de cuidados intensivos.

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