Covid-19

País desconfina no sábado mas vai a exame todas as semanas

País desconfina no sábado mas vai a exame todas as semanas

Portugal inicia a quarta e última fase do desconfinamento a partir de sábado, dia em que passa a estar em situação de calamidade. Oito concelhos ficam para trás, mas haverá avaliação semanal.

Na conferência de imprensa após reunião do Conselho de Ministros, esta quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que, com o fim do estado de emergência, o país irá passar para a situação de calamidade a partir das 00.00 horas de dia 1 de maio, sábado.

No mesmo dia, Portugal vai avançar para a quarta e última fase de desconfinamento, uma vez que se "mantém no quadrante verde" em termos de taxa de transmissibilidade e incidência. Assim, a partir de sábado, voltam a abrir as fronteiras com Espanha, todas as lojas e centros comerciais podem permanecer abertos até às 21 horas durante a semana e até às 19 horas aos fins de semana e feriados, os restaurantes, cafés e pastelarias, com grupos no máximo de seis pessoas no interior e de 10 pessoas nas esplanadas, funcionam até às 22.30 horas, tal como os espetáculos culturais, e os casamentos e batizados passam a poder ter 50% de lotação.

A prática de todas as modalidades desportivas passa a estar permitida, bem como qualquer atividade física ao ar livre. Os ginásios podem funcionar com aulas de grupo, observando as regras de segurança e higiene.

No entanto, nem todos os concelhos vão poder avançar para esta fase do desconfinamento: há oito concelhos que vão ficar para trás. Portimão e Odemira, concelho em que será decretada cerca sanitária em duas freguesias (São Teotónio e Longueira/Almograve), vão ficar na fase de 15 de março, a primeira, encerrando esplanadas, lojas até 200m2, ginásios, museus, entre outros, e passando a ser proibidas as feiras e mercados não alimentares e as modalidades desportivas de baixo risco.

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Aljezur, Carregal do Sal e Resende vão ficar na fase de 5 de abril, a segunda, e Paredes, Miranda do Douro e Valongo mantêm-se na fase de 19 de abril, a terceira. Todos os restantes concelhos avançam para a última fase. Haverá, porém, uma avaliação semanal para averiguar se os concelhos cuja situação epidemiológica melhore podem avançar no desconfinamento. Há ainda 27 concelhos em alerta que avançam, mas Costa deixou o aviso: "Receio que muitos destes 27 concelhos estejam daqui a uma semana a recuar no processo de desconfinamento", admitiu o primeiro-ministro.

António Costa anunciou ainda que a obrigatoriedade do teletrabalho se mantém até ao final do ano (ler aqui o esclarecimento do Ministério do Trabalho).

Sobre o 1.º de Maio, celebração que coincide com o início da nova fase de desconfinamento, o primeiro-ministro afirmou que decorrerá "de acordo com todas as regras".

Dever cívico de confinamento mantém-se na situação de calamidade

Costa afirmou que todos os portugueses se podem "congratular com a evolução muito positiva que o país conseguiu neste processo de desconfinamento", mas recordou que "nada está adquirido para o futuro" e que "é uma luta diária que teremos de continuar a travar" e que "não podemos agora perder aquilo que conquistámos".

"O desejo que todos temos é que possamos ir prosseguindo sustentadamente, com cautela, este processo de desconfinamento enquanto vai avançando a um ritmo crescente o processo de vacinação", acrescentou o primeiro-ministro.

Costa assumiu que os especialistas esperam "que no final do mês de maio toda a população com mais de 60 anos esteja já vacinada". "Até lá temos de continuar todos com a nossa disciplina e evitar a todo o custo os contactos desnecessários. Nesta fase de calamidade, manter-se-á o dever cívico de confinamento. Todos devemos, na medida do possível, evitar os contactos que não são necessários", alertou.

Futebol continua sem público e uso de máscara obrigatório até haver imunidade

O primeiro-ministro admitiu também que nenhuma alteração será feita em relação ao público nos estádios de futebol, uma vez que a época está prestes a terminar e por isso "não se prevê que haja mudanças".

Quanto à venda de bebidas alcoólicas, poderá ser feita até às 21 horas (já que os espaços estão abertos), mas continua a ser proibido o consumo na rua.

Costa adiantou que o mais provável é que a obrigatoriedade do uso de máscara se prolongue pelo menos até o país conquistar a imunidade de grupo. E quanto aos eventos em espaços fechados, a decisão das medidas ficará a cargo da DGS.

Bares e discotecas sem novidades para já

Sobre uma possível reabertura dos bares e discotecas, o primeiro-ministro assumiu que o Governo vai aguardar o aconselhamento dos especialistas na altura em que Portugal atingir a imunidade de grupo. Além disso, descartou a necessidade de se fazer uma nova lei de emergência que dê enquadramento às medidas do estado de calamidade.

Sobre a possibilidade de adotar novas medidas no futuro, Costa disse que o Governo não tem "um horizonte definido". "Temos procurado que o conjunto de medidas evolua consoante o risco da pandemia. Hoje podemos contar com outra variável importante que é a imunização por via da vacinação da população. Em final de maio há um momento importante com a imunização da população das pessoas com mais de 60 anos. Depois, mais para a frente, poderão haver outros momentos com a vacinação de outras faixas etárias", explicou.

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