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Planeta chega esta terça-feira aos oito mil milhões de habitantes 

Planeta chega esta terça-feira aos oito mil milhões de habitantes 

Ambientalistas alertam para a necessidade de moderar consumo de recursos e reduzir emissões de gases com efeito de estufa para combater alterações climáticas.

O planeta atinge esta terça-feira os oito mil milhões de habitantes, um marco histórico que os ambientalistas querem aproveitar para lembrar a necessidade de reduzir o consumo de recursos e combater as alterações climáticas.

"Os países mais ricos e pouco populosos são os maiores responsáveis pelas emissões de gases com efeitos de estufa", o que evidencia uma "distribuição assimétrica em termos de consumo de recursos", alerta Pedro Nunes, da Zero.

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O continente africano "tem 16% da população, mas representa 4% das emissões". Já a Ásia "tem 56% da população e emite 35% dos gases com efeito de estufa", o que no ano passado equivaleu a 18 mil milhões de toneladas de CO2 em 2021. Ainda segundo o ambientalista, os Estados Unidos foram responsáveis por 15% das emissões e a União Europeia por cerca de 10%. No global, "os 10% da população mais abastada são responsáveis por 50% de todas as emissões".

O Painel Intergovernamental da Nações Unidas para as Alterações Climáticas aponta que "as emissões têm de baixar 45% até 2030, mas estamos a ver essa janela temporal a fechar-se e as emissões não baixam", acrescenta Pedro Nunes. "Se queremos um planeta estável em termos climáticos, é preciso uma grande mudança de modelo de consumo económico. Precisamos de implantar energia renovável de forma massiva, mas também de moderar o consumo de energia e alterar hábitos de deslocação".

Um estudo da Global Footprint Network, que aponta o Dia da Sobrecarga da Terra, revela que, se todas as pessoas do mundo vivessem como a média dos portugueses, o planeta teria esgotado a 7 de maio os recursos naturais que pode renovar num ano.

Crescer até 2080

O marco de oito mil milhões foi calculado pelo Fundo das Nações Unidas para a População e denota um crescimento exponencial desde a década de 1950, altura em que éramos 2,5 mil milhões de habitantes. A organização calcula que vamos continuar a crescer até se atingir um pico de 10,4 mil milhões na década de 2080, seguindo-se uma estagnação até ao final do século.

Já no próximo ano, a Índia (1,41 mil milhões em 2022) deverá ultrapassar a China (1,42 mil milhões) como país mais populoso. A população da China começará a diminuir e prevê-se que reduza para 1,3 mil milhões em 2050. A da Índia deverá chegar a 1,66 mil milhões em 2050.

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