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Portugal acima da média europeia de excesso de mortalidade em abril

Portugal acima da média europeia de excesso de mortalidade em abril

O Eurostat revelou, esta quarta-feira, que o excesso de mortalidade em abril deste ano chegou aos 10% na União Europeia (UE). A organização reúne dados sobre a mortalidade por todas as causas dos 27 Estados-membros.

O valor de abril está ligeiramente acima do registado em março (mais 6%), em janeiro e fevereiro (mais 8%) deste ano. "Nos últimos 6 meses, o pico foi registado em novembro de 2021 (mais 26%), durante a quarta onda de excesso de mortalidade", adianta o Eurostat, esta quarta-feira, segundo uma recolha semanal de dados de óbitos dos países da União Europeia. Os números de abril de 2022 sobre o excesso de mortalidade foram obtidos por comparação com a média entre 2016 e 2019.

Relativamente a Portugal, o país está ligeiramente acima da média europeia, com 12,1% de mortes em excesso. O gabinete de estatísticas da UE aponta que o "excesso de mortalidade continuou a variar entre os Estados-membros". A taxa mais elevada foi registada na Grécia, com mais 28%. Outros como a Irlanda, Luxemburgo, Países Baixos e Áustria registam valores entre 18% e 19%.

Em sentido inverso, a Suécia (menos 5%), Letónia (mais 3%), Estónia, Bulgária e Eslováquia (todos com mais 4%) tiveram valores inferiores à média europeia. Os picos anteriores de excesso de mortalidade aconteceram em abril de 2020 (mais 25%), novembro de 2020 (mais 40%) e abril de 2021 (mais 21%).

Apesar das mortes por covid-19 também entrarem nas contas, e alguns períodos de pico de excesso de mortalidade coincidirem com as vagas da pandemia, o Eurostat inclui todas as causas de mortalidade na análise. Na fase inicial da pandemia, no ano de 2020, os primeiros países com maiores taxas de excesso de mortalidade na UE foram Espanha (80,8%), Bélgica (73,1%) e Holanda (53,8%). Portugal, por exemplo, registou um maior aumento de excesso de mortalidade apenas em julho desse ano (25,8%).

Nos últimos relatórios de monitorização epidemiológica da covid-19, a Direção-Geral da Saúde e o Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge apontam que "a mortalidade por todas as causas encontra-se acima do esperado para a época do ano, indicando um excesso de mortalidade por todas as causas". As duas instituições precisam que "embora de reduzida magnitude", "associado ao aumento da mortalidade específica por covid-19".

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