Dia da mãe

Portugal é o 4.º país da UE onde as mulheres são mais precárias

Portugal é o 4.º país da UE onde as mulheres são mais precárias

As mulheres são mais precárias e vulneráveis em Portugal, revelam os dados divulgados pela PORDATA. Entre os 27 Estados da União Europeia, Portugal ocupa a quarta posição, ex-aequo com o Chipre, "onde há maior proporção de mulheres com contratos temporários", lê-se no comunicado enviado às redações para assinalar o Dia da Mãe e o Dia do Trabalhador. São quase duas em dez, adianta, e uma em cada cinco mulheres portuguesas é considerada pobre ou em zona de exclusão social.

As mulheres continuam a ser a camada da população mais vulnerável, revelam os dados divulgados pela PORDATA. As mulheres representam 20,2% da população em risco de pobreza ou exclusão social. Em 2020, o total de população nessa situação era de 19,8%.

A pobreza afeta especialmente as famílias monoparentais, sendo que 25% dessas famílias são pobres e quase nove em cada dez destes agregados familiares o adulto é uma mulher, o equivalente a 85,4%.

As mulheres também dominam nos beneficiários de RSI - Rendimento Social de Inserção. Dos 257 844 beneficiários deste subsídio, em 2020, 133 410 são mulheres - 52% do total.

Recebem menos nas mesmas funções

Apesar da taxa de desemprego das mulheres com ensino superior ser mais baixa (4,9%) do que a dos homens (5,9%), as mulheres recebem, em média, menos 220 euros do que os homens por executar as mesmas funções.

A disparidade salarial é mais gritante nos assalariados com ensino superior, em que as mulheres "ganham menos 700 euros que os homens e menos 326 euros entre os profissionais altamente qualificados", lê-se no comunicado.

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No desemprego, as estatísticas não são mais animadoras. Mais de metade dos desempregados inscritos no IEFP são mulheres (57%) e são também elas que mais beneficiam dos subsídios de desemprego e do subsídio social de desemprego, 56% e 61%, respetivamente.

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