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"Não tem condições para continuar!" Rio defende demissão de Centeno

"Não tem condições para continuar!" Rio defende demissão de Centeno

Rui Rio defende que o ministro das Finanças "não tem condições para continuar" no Governo e que será uma má decisão se António Costa mantiver "um ministro que não lhe foi leal".

"Se estava mal, com esta prestação na Assembleia da República, Centeno ainda ficou pior. Não tem condições para continuar! Mal vai um primeiro-ministro que mantém um ministro que não lhe foi leal, que tem a crítica pública do Presidente da República, que a bancada do PS não defendeu e que diz ser irresponsável fazer o que o primeiro-ministro anunciou", defende o presidente do PSD numa publicação na sua conta oficial da rede social Twitter.

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Em causa está a transferência de 850 milhões de euros para o Fundo de Resolução destinado à recapitalização do Novo Banco. Esta operação ocorreu na véspera do debate quinzenal com o primeiro-ministro no parlamento e, quando Catarina Martins, do BE, questionou sobre o assunto, António Costa respondeu que tal só iria acontecer depois de se conhecerem os resultados da auditoria em curso ao banco. Afinal, o líder do Governo não tinha sido ainda informado, facto pelo qual pediu desculpa ao BE.

Os 850 milhões de euros foram transferidos para o Fundo de Resolução sob a forma de um empréstimo, que injetou 1037 milhões de euro no Novo Banco. O dinheiro destina-se a compor as contas do Novo Banco de 2019.

Esta quarta-feira de manhã, numa audição regimental da Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República, o ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, rejeitou que esta injeção tenha sido feita à revelia do primeiro-ministro.

"Não, não foi à revelia, não há nenhuma decisão do Governo que não passe por uma decisão conjunta do Conselho de Ministros", disse Mário Centeno.

O governante afirmou ainda que "não há transferências nem empréstimos feitos à revelia de ninguém", explicando que "a ficha de apoio ao senhor primeiro-ministro chegou com um par de horas de atraso, e o senhor primeiro-ministro, quando deu a resposta que deu, não tinha à frente dele a informação atualizada".

Na terça-feira, em entrevista à TSF, o ministro das Finanças admitiu uma falha de comunicação entre o seu gabinete e o do primeiro-ministro quanto à injeção de capital no Novo Banco, mas "não uma falha financeira", que seria desastrosa.

Esta quarta-feira, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, quando questionado sobre o assunto. considerou que o primeiro-ministro "esteve muito bem" ao remeter nova transferência para o Novo Banco para depois de se conhecerem as conclusões da auditoria que abrange o período 2000-2018.

"Havendo, e bem, uma auditoria cobrindo o período até 2018 - a auditoria que eu tinha pedido há um ano - faz todo o sentido o que disse o senhor primeiro-ministro no parlamento. É que é politicamente diferente o Estado assumir responsabilidades dias antes de se conhecer as conclusões de uma auditoria, ou a auditoria ser concluída dias antes de o Estado assumir responsabilidades", afirmou.

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