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Rio fala em "crime" eleitoral na emigração e apresenta queixa ao MP

Rio fala em "crime" eleitoral na emigração e apresenta queixa ao MP

O líder do PSD anunciou, esta sexta-feira, que o partido vai apresentar uma queixa-crime ao Ministério Público (MP) devido aos milhares de votos anulados nos círculos da emigração. "Alguém objetivamente cometeu um crime", afirmou Rui Rio, considerando que houve "dolo" porque os responsáveis "sabiam o que estavam a fazer".

"O PSD não vai deixar passar isto em claro", garantiu Rio na sede do PSD do Porto. "Tem de haver um processo-crime para quem cometeu este crime para que, da próxima vez, estas coisas não aconteçam e não fiquem impunes", acrescentou.

Recordando que nas legislativas anteriores, em 2019, tinha ocorrido "precisamente a mesma coisa", o presidente social-democrata argumentou que os responsáveis pelo processo que anulou mais de 157 mil votos no círculo da Europa - cerca de 80% do total - "sabiam o que estavam a fazer".

Nesse sentido, e perante uma situação "intolerável", o PSD irá avançar, "no início da próxima semana", com um processo-crime junto do MP contra as "diversas pessoas" envolvidas, informou Rio.

Para o social-democrata, a vontade dos emigrantes "foi ignorada e não contou porque alguém, objectivamente, cometeu um crime". Este terá sido perpetrado "conscientemente" e "com dolo", insistiu, já que o pessoal das mesas de voto estava "devidamente avisado" para estes problemas desde as legislativas anteriores.

"Há dois anos ainda deixámos passar. Este ano fizemos tudo o que era possível mas, ainda assim, decidiram anular estes votos todos", afirmou o líder da Oposição.

Ainda assim, Rio esclareceu que a queixa "não tem nada de político", já que as eleições estão terminadas. Apesar das críticas, o líder laranja reconheceu os resultados pelos círculos da emigração, que atribuíram dois deputados ao PSD e outros dois ao PS.

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