Proteção de dados

Site dos Censos 2021 fica mais lento

Site dos Censos 2021 fica mais lento

O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) suspendeu o contrato com a empresa que tratava da segurança dos Censos online, depois da Comissão de Proteção de Dados ter suscitado dúvidas sobre o enquadramento jurídico dos serviços prestados pela Cloudflare. O INE admite que o processo será agora mais lento.

Em comunicado enviado às redações, o INE assegura que a segurança dos Censos online sempre foi eficiente. Confrontado com uma publicação numa rede social que garantia que o INE estava a "espiar as pessoas", o organismo veio a público esclarecer que todo o processo era transparente e garantia a proteção dos dados inseridos pelas pessoas.

"As opções tecnológicas de segurança da informação na recolha de dados no site dos Censos 2021 foram auditadas pelo Gabinete Nacional de Segurança (GMS)/Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS). O INE mantém e afirma que a sua abordagem respeita os requisitos de segurança e constitui a melhor opção para o sucesso da operação em tempo útil, desempenho dos serviços e face às ameaças globais expectáveis. A plataforma de recolha dos Censos 2021 é segura, assim como as restantes opções tecnológicas do mesmo âmbito em toda atividade do INE", esclareceu o organismo que, no entanto, recebeu uma comunicação da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) a suscitar dúvidas sobre o "enquadramento jurídico da subscrição de serviços de desempenho e segurança no âmbito da operação censitária com a empresa Cloudflare".

Por isso e para que "não subsistam quaisquer dúvidas no âmbito da segurança da informação" o INE "decidiu suspender totalmente a subscrição destes serviços".

No mesmo comunicado, o INE informa que nada irá afetar nem a segurança do site do Censos 2021, nem a forma de resposta pela população. No entanto, admite que "poderá ocorrer uma diminuição da rapidez de acesso ao site de recolha dos Censos".

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