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Testes à covid-19 para entrar em restaurantes em cima da mesa

Testes à covid-19 para entrar em restaurantes em cima da mesa

O Governo está a estudar a possibilidade de introduzir testes para acesso a restaurantes. A intenção é que sejam obrigatórios nos municípios de risco muito elevado.

A medida em estudo, confirmada por fonte do Executivo ao "Observador", e que exclui à partida almoços em restaurantes nos dias úteis, vai permitir que os estabelecimentos que têm de fechar às 15.30 horas nos fins de semana possam estar abertos, desde que os clientes apresentem teste negativo à covid-19.

Será "um passo essencial para os restaurantes poderem controlar entradas de quem tem certificado" na nova aplicação, disponibilizada na terça-feira para leitura do QRCode e que servirá para ler o certificado digital.

Ainda com muitos pontos por definir, o Governo tem dúvidas sobre a aplicação da medida nos jantares dos dias úteis e nos almoços de fim de semana, que, sendo momentos de ajuntamento, atualmente não têm qualquer restrição associada, mesmo nos concelhos de risco muito elevado, onde há a intenção de tornar estes testes obrigatórios.

Autotestes podem ser solução mas há controvérsia

Por outro lado, também ainda há dúvidas sobre que tipos de testes serão permitidos para o acesso a restaurantes - neste momentos, os testes PCR ou de antigénio realizados em laboratórios e farmácias são os únicos que estão na base dos certificados que permitem as deslocações de e para a Área Metropolitana de Lisboa ou a presença em eventos como casamentos e batizados.

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De acordo com o "Observador", está também a ser avaliada a possibilidade de os autotestes entrarem na lista de opções, estado o Governo, neste momento, a avaliar se consegue dar o passo "do autoteste feito à porta ou na farmácia".

A hipótese - defendida pela área da Economia mas vista com reservas pela pasta da Saúde por causa da sua fiabilidade (têm um nível de deteção do vírus menos elevado do que os realizados por entidades oficiais) - permitiria flexibilizar o acesso a restaurantes, a partir do momento em que passe a ser necessário um teste negativo para entrar.

Uma fonte que participa no aconselhamento científico ao Governo explicou ao jornal online que o ministério da Economia "quer abrir ao máximo todas as possibilidades e entende que o autoteste é uma medida mínima válida", mas que "a Saúde é mais conservadora, quer ter a certeza que os testes são bem feitos e supervisionados por profissionais".

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