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UNESCO recusa digitalização da escola

UNESCO recusa digitalização da escola

Sampaio da Nóvoa integra Comissão Internacional autora de relatório sobre a educação em 2050, em que solidariedade e partilha são consideradas centrais.

A Comissão Internacional da UNESCO produziu um relatório, com o contributo de cerca de um milhão de pessoas de todo o Mundo, em que toma posição contra a progressiva digitalização da escola. A proposta de novo contrato social para a educação, em 2050, será apresentada hoje, a partir das 15 horas, por António Sampaio da Nóvoa, durante um webinar, promovido pela Universidade da Madeira.

Membro da Comissão Internacional da UNESCO e chair da comissão de redação que elaborou o relatório, Sampaio da Nóvoa revela ao JN que o documento defende que se deve proteger as escolas, e não o ensino à distância, a partir de casa, para permitir "viver em comum a experiência educativa". Aponta ainda como ideias centrais, na definição de políticas educativas, o desenvolvimento de pedagogias de colaboração, como atos de encontro, e a transversalidade dos currículos, com base na cooperação como elemento central do conhecimento. O embaixador de Portugal na UNESCO explica que o documento também sublinha a importância de "o professor ser visto como uma profissão colaborativa, não de um modo forçado ou imposto, mas porque faz parte de uma nova realidade". Consciente de que a educação vai muito além da escola, defende ainda a construção de dinâmicas intergeracionais, tendo em conta o aumento da esperança de vida. "É muito importante uma mudança dos sistemas educativos do século XIX, que se mantêm até hoje".

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