Estudo

Uso excessivo do ecrã tem consequências, mas há formas de se proteger

Uso excessivo do ecrã tem consequências, mas há formas de se proteger

Investigadores querem entender o impacto negativo que o uso extenso das tecnologias pode ter na vida dos mais novos, tanto socialmente quanto emocionalmente, e como os proteger.

Passar cada vez mais tempo em frente a um ecrã tem grande influência no comportamento dos jovens e adultos. A baixa integração social e familiar é um dos motivos que preocupa os investigadores da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica no Porto e que os levou a analisar a repercussão desse alto uso de equipamentos tecnológicos.

O estudo publicado na revista "International Journal of Environmental Research and Public Health" e que faz parte do projeto "Media Activity and Mental Health", do Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH) - tenta analisar como proteger os jovens relativamente ao uso dos MEC (Meios de Comunicação Eletrónicos como telemóveis, computadores, tablets, etc.).

Luísa Campos, uma das especialistas envolvidas na investigação, explica os resultados encontrados: "A diminuição do impacto negativo é mais determinada pela frequência de atividades extracurriculares (ex. praticar desporto, independentemente do tempo que lá estão), do que pelo menor tempo de utilização dos MCE ".

A pandemia também é um dos fatores de preocupação pela sua influência nesta "situação" e como esta impede tais atividades extracurriculares. O confinamento permitiu que o uso extensivo aumentasse ainda mais.

A especialista exemplificou as medidas mais efetivas nesse controlo: "Mais do que estarmos preocupados em, por exemplo, reduzir o tempo de ecrã, deveríamos centrar-nos na integração dos jovens em atividades que lhes permitam desenvolver competências sócio emocionais para, assim, estarem protegidos do possível impacto negativo dos MCE. Acreditamos que este artigo dá importantes pistas para pais e profissionais (como por exemplo, professores, treinadores, psicólogos) em relação ao papel protetor da frequência de atividades extracurriculares relativamente ao uso dos MCE".

A investigação, que contou com 729 jovens de todas as regiões de Portugal (entre os 11 e os 17 anos) e os seus pais, foi realizada também pelos peritos Lurdes Veríssimo, Bárbara Nobre, Catarina Morais e Pedro Dias.

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