Covid-19

Vacinação obrigatória? "Os portugueses percebem que se devem vacinar"

Vacinação obrigatória? "Os portugueses percebem que se devem vacinar"

Marcelo Rebelo de Sousa recusou, este domingo, um cenário de vacinação obrigatória em Portugal, reconhecendo estar satisfeito com a adesão dos cidadãos ao processo de imunização contra a covid-19.

"Estou feliz por saber que, hoje mesmo, está prevista a vacinação de dezenas de milhares de portugueses", sublinhou o chefe de Estado, à saída do quinto congresso da SEDES, acrescentando que "a adesão é tão grande" que não se coloca a hipótese de tornar a vacinação obrigatória, ao contrário do que está a acontecer em alguns países europeus.

Marcelo Rebelo de Sousa realçou também que, apesar do agravamento do número de contágios pelo novo coronavírus, o país regista, agora, mortalidade e internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos muito inferiores aos de há um ano.

Questionado pelos jornalistas em relação à atribuição do Ministério da Administração Interna a Francisca Van Dunem, que substituiu, assim, Eduardo Cabrita (que anunciou demissão no dia em que o seu motorista foi acusado de homicídio por negligência), Marcelo não quis tecer comentários. "Nunca comento nomeações nem exonerações do Governo", afirmou. "Neste momento, ainda por cima, estamos num período já eleitoral, por isso, ainda menos", acrescentou.

A propósito da dissolução da Assembleia da República e da convocação de eleições para 30 de janeiro do próximo ano, formalizadas este domingo, o presidente da República afirmou que foi possível aprovar todos os diplomas que aguardavam prometendo analisá-los rapidamente.

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"Foram aprovados todos. O objetivo de não dissolver a 1 [de dezembro], mas dissolver no limite, que é dia 5, era permitir essa aprovação. Estão aprovados", frisou.

Além disso, aproveitou para realçar a importância deste ato eleitoral para a recuperação do país.

"Estas eleições são muito importantes porque ainda decorrem no fim da pandemia, porque são no começo da recuperação económica e representam uma oportunidade de se pensar a sério no dia de amanhã", defendeu.

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