O Jogo ao Vivo

Chega

Ventura ironiza com decisão do PSD de faltar ao congresso

Ventura ironiza com decisão do PSD de faltar ao congresso

A ausência do PSD, convidado para o encerramento do congresso do Chega, no domingo, em Coimbra, não abalou a certeza de André Ventura de que será "Governo de Portugal".O líder do Chega disparou em todas as direções. Nem Passos Coelho escapou.

Ao início da tarde, a direção de Rui Rio anunciou que o vice-presidente Maló de Abreu e o líder da Distrital de Coimbra, Paulo Leitão, não estariam presentes, ao contrário do previsto.

"Há limites que a decência e o bom senso não permitem que possam ser ultrapassados, quer na forma quer no conteúdo das alocuções" e "esses limites, tal como é seu timbre, foram, mais uma vez, ignorados pelo líder do Chega", escreveram os sociais-democratas, para justificar a decisão de não marcarem presença. A Iniciativa Liberal também não se fez representar. Apenas o CDS enviou elementos da Distrital.

Disparou contra todos

Mas, para Ventura, o "único limite ultrapassado" foi o da "decência de não compactuar com António Costa". "Nem vou dormir esta noite", disse, em tom de ironia, logo no início do discurso de encerramento.

Segundo o líder do Chega, o PSD habituou-se, durante mais de quatro décadas, a "mandar na Direita", algo que está "prestes a acabar". Mais tarde, à saída, Ventura garantiu que, depois deste episódio, Chega e PSD ficaram mais distantes.

"O PSD pensava que nos dizia a nós o caminho", mas o Chega não se deixa "condicionar por ninguém. Nunca seremos muleta do PSD", insistiu . E, na plateia, alguém gritou: "A Direita somos nós". Choveram aplausos.

PUB

Em palco, André Ventura disparou em todas as direções. Acusou o PS de "destruir o país" com a gestão da pandemia e António Costa de apenas manter os ministros, como Eduardo Cabrita e Marta Temido, porque são "apagados, incompetentes e não lhe fazem frente".

Mário Soares, Sócrates, Costa, "todos nos levam à ruína", continuou. Também Guterres foi visado, acusado de procurar um "tacho" no estrangeiro. Depois, refere, chamam a Direita para resolver "os problemas". Mas o Chega, assegurou, chamará todos "à responsabilidade".

"Ao contrário de Passos Coelho e outros governos do PSD", disse, o Chega não será "limpa-lençóis" e vai "chamar à responsabilidade" pelo que fizeram.

Programa às escondidas

Ventura congratulou-se pelo facto de a sua Direção Nacional, eleita em lista única, ter obtido "80% dos votos", o que lhe dá um mandato "claríssimo" para continuar o seu caminho, "sem moderação".

A nova Direção obteve 312 votos a favor num total de 377 votantes. É encabeçada por André Ventura e tem como vice-presidentes António Tânger e Gabriel Mithá Ribeiro (os únicos que se mantêm da Direção anterior), bem como Marta Trindade, Ana Motta Veiga e Pedro Frazão, que se estreiam nas funções.

"Estes são os órgãos que levarão este partido à construção de uma alternativa para o Governo de Portugal", disse, apelando à união num tom conciliador. "Antes de querermos governar o país", é preciso "governar bem a nossa casa", disse, ambicionado ser a terceira força nas autárquicas.

Quanto ao programa, que não foi apresentado no congresso, será apenas analisado mais tarde, num Conselho Nacional ainda sem data e à porta fechada.

Salvini quer juntar na UE populares e conservadores

Matteo Salvini, líder da Liga Norte, o partido de extrema-direita de Itália, disse que o seu objetivo é juntar no Parlamento Europeu as famílias políticas dos populares, conservadores e identitários. Diz que o seu "sonho" é "juntar "o melhor destas três famílias para contrastar com os socialistas e comunistas e contra os que são contra a Europa dos povos e da liberdade". O ex-vice-primeiro-ministro de Itália, que é contra a imigração, deu as boas-vindas ao Chega naquela "grande família europeia", que pretende ver alargada, e felicitou Ventura pelo resultado nas presidenciais.

Saem três vices

Ventura disse que a saída de três dos seus anteriores vice-presidentes - Diogo Pacheco Amorim, Nuno Afonso e José Dias - foi algo "falado atempadamente". Mas, na noite de sábado, Nuno Afonso, coordenador autárquico, disse que foi surpreendido.

Eleições repetidas

As eleições para os vários órgãos nacionais decorreram com normalidade, exceção feita à da mesa do congresso. Havia duas listas e houve um empate, pelo que a votação foi repetida, vencendo no fim a de Luís Graça por 12 votos.

Igreja Maná honrada

O presidente e fundador da Igreja Maná, Jorge Tadeu, disse, em comunicado, ser "uma honra" a igreja ser convidada para um evento que para o Chega é "de suma importância".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG