
Os oceanos registaram, em 2025, o maior aumento de temperatura desde o início das observações modernas, nos anos 1960. Segundo um novo estudo publicado na revista "Advances in Atmospheric Science", as águas absorveram 23 zettajoules adicionais de energia térmica ao longo do ano, valor consideravelmente maior do que os 16 zettajoules registados em 2024.
Trata-se do nono ano consecutivo de recordes, configurando a sequência mais longa de aumento contínuo de calor oceânico. Os resultados reforçam o papel central dos mares no sistema climático global. Estima-se que mais de 90% do excesso de calor gerado pelo acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera acaba por ser absorvido pelos oceanos, que tem funcionado como um enorme reservatório térmico do Planeta.
Para John Abraham, professor de ciências térmicas da Universidade de St. Thomas(Minnesota, EUA) e um dos autores do estudo - feito por um consórcio internacional com mais de 50 cientistas -, o aumento corresponde, em termos energéticos, à explosão de cerca de 12 bombas atómicas como a de Hiroxima despejando energia nos oceanos.
