Dezasseis pessoas num T4: freguesia em Braga comunicou três casos de sobrelotação em apartamentos

Foto: Arquivo
A Junta de Freguesia de S. Vítor, em Braga, detetou, no anterior mandato autárquico, três casos de sobrelotação de apartamentos, num deles, com 16 pessoas num T4, embora este tivesse sido dividido em oito quartos.
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O atual presidente Alberto Alves e o ex-autarca, Ricardo Silva, adiantaram ao JN que, as situações detetadas foram comunicadas à PSP a cidade e, a seguir ao Ministério Público.
Ricardo Silva, que atualmente é vereador na Câmara para onde foi eleito pelo Movimento Amar e Servir Braga, revelou que, nas outras situações conclui-se que o senhorio "empresta ou vende a morada do apartamento a um imigrante para que este requeira o atestado de residência na junta de freguesia condição essencial para pedir a sua legalização em Portugal". "Num dos casos haviam sido pedidos vários atestados na Junta, mas, na casa, viviam apenas três ou quatro pessoas", adiantou.
O assunto foi levantado pelo vereador do Chega na Câmara, Filipe Aguiar o qual disse ter conhecimento de que a freguesia de S. Vítor tinha passado meia centena de atestados para pessoas que diziam residir num mesmo apartamento, um T3. Na sua opinião, tal pode indicar que existirá uma situação de cama quente, ou seja, o sistema de alugar camas a mais do que uma pessoa, sendo que quando uma acaba de dormir, a outra entra para o seu lugar. Filipe Aguiar disse que a Câmara foi avisada, há 15 dias, pela freguesia e limitou-se a enviar o caso para a Autoridade Tributária: "O município tem uma obrigação muito maior, de denunciar este tipo de situações e levar a sério estas denúncias", referiu.
Porém, o novo presidente da junta disse que nada comunicou ao município e que Filipe Aguiar nem falou com ele.
A este propósito, o presidente da Câmara, João Rodrigues disse não conhecer o caso em concreto, acrescentando que o município, sempre que tem conhecimento, comunica o caso ao Ministério Público do Tribunal Judicial. "Se tiver competência na matéria, o Município atua. Mas comunicamos sempre", garantiu, acrescentando que a passagem de atestados de residência exige "muita responsabilidade, seriedade e cuidado" e garantiu que irá "ver o que se passa".
