
41.ª da Feira Agrícola do Vale do Sousa decorre até domingo no Parque de Feiras e Exposições de Penafiel
José Carmo/Global Imagens
Iniciativa em Penafiel tem um grande impacto na economia local, asseguram a organização e os expositores. Tem atraído milhares de visitantes. Está a decorrer até domingo.
Se estiver ao nível do último certame realizado em 2019, e a organização acredita que sim, a Agrival - Feira Agrícola do Vale do Sousa, poderá ter um impacto de 12 milhões de euros na economia local. São muitos os negócios que se concretizam durante os dez dias de certame, realizado em Penafiel, e outros ao longo do ano.
A isso acrescem, frisa Adolfo Amílcar, vereador e diretor da feira, os impactos indiretos, fora dos muros do evento, no comércio, restauração e hotelaria, já que são muitos os visitantes que vêm ao concelho e região. "Milhares de pessoas visitam a feira", salienta.
O certame tem particular impacto nos agricultores e produtores locais. "Permite mostrar os produtos e escoar. Todos os animais estão já vendidos e o mesmo aconteceu na feira das cebolas", referiu o autarca.
A visão é transversal a alguns dos outros 350 expositores desta que se assume como a maior feira agrícola do norte do país. "As pessoas estavam com fome de feira", comenta Luís Maia, dono de uma carpintaria. Prova disso tem sido a afluência de visitantes e as perspetivas de negócios.
Contactos
"Nos outros anos foi mais fraco. Nesta edição, se a perspetiva dos visitantes for realidade de negócio o impacto vai ser muito grande. Conseguem-se fechar cá negócios de meio milhão de euros", dá como exemplo. Outros clientes procuram-no depois.
José Babo Magalhães, agricultor e criador de gado bovino, de Lousada, participa no evento há 25 anos. "Esta feira agrícola serve para mostrar os produtos, fazer negócios, criar contactos e para nos ajudar a escoar a produção", assume.
Ele comercializa ali gado e melões casca de carvalho, tendo um volume de negócios que, só na feira, ronda os 20 mil euros. Valor que se multiplica devido aos contactos feitos. "Vende-se bem na Agrival e temos aqui boas oportunidades de negócio. Dificilmente levo um animal para casa sem estar vendido", diz. "A Feira fez falta nestes últimos dois anos, houve negócios que se perderam", admite.
Bom sítio
"Esta feira é o local onde as pessoas ficam a conhecer os nossos produtos e serviços", diz Jorge Cruz, de uma empresa do Marco de Canaveses que vende tratores e alfaias agrícolas. "Há alturas em que se fazem negócios aqui e outras vezes só depois. Há quem só venha cá ver preços e condições. Mas já vendi quatro tratores numa Agrival", salienta. "É normalmente um bom sítio para negócios", concorda.
