
Foto: Esposende com Pedrógão no Coração
Iniciativa nasceu após os incêndios de Pedrógão Grande e volta agora ao terreno para apoiar vítimas das tempestades no centro do país.
O grupo solidário "Esposende com Pedrógão no Coração", criado na sequência dos incêndios de 2017 em Pedrógão Grande, voltou a mobilizar-se para apoiar populações afetadas, na região Centro, pelo "comboio de tempestades" que assolou o país. A ação resultou no envio de três camiões TIR com cerca de 60 toneladas de material de construção, com destino ao Centro Grossista de Leiria, onde os bens serão depois distribuídos pelos mais necessitados.
Depois de um período de reflexão e motivado pela persistência de vários amigos e voluntários, o grupo decidiu avançar com uma nova missão solidária. A iniciativa pretende também homenagear um dos grandes impulsionadores do movimento, que entretanto morreu, de forma a manter vivo o espírito de entreajuda que motivou a criação do grupo.
Os donativos enviados foram ajustados às necessidades mais urgentes no terreno, incluindo telhas, painéis sandwich, cimento, lonas, tijolos, chapas, ferro, espumas, silicones, ferramentas de construção e equipamentos de proteção individual. O transporte foi assegurado com o apoio de empresas que se disponibilizaram para colaborar, bem como de várias firmas da área da construção civil e comercialização de materiais.
Uma das responsáveis do grupo, Sílvia Cruz, disse ao JN que houve uma excelente articulação com os responsáveis da autarquia leiriense. "Acho que há uma boa gestão dos donativos e as pessoas podem ficar descansadas porque vão chegar a quem mais precisa", revelou.
Elementos do grupo estiveram também no terreno no último fim de semana a prestar apoio direto em ações de limpeza e reconstrução de habitações danificadas. Apesar do volume de ajuda reunido, os voluntários sublinham que as carências continuam a ser muito significativas nas zonas atingidas.
Paralelamente, o Município de Esposende mantém uma campanha própria de recolha de bens essenciais para as populações afetadas, com um ponto de entrega instalado no armazém municipal, nas antigas instalações do IPCA, na zona industrial de Marinhas. Estão a ser recolhidos alimentos não perecíveis, produtos de higiene, roupa de cama, mantas e materiais de proteção para habitações, como lonas, plásticos e cordas. A autarquia disponibilizou ainda meios de comunicação de emergência a municípios fustigados pelo mau tempo.

