Família de homem que morreu em Tavira falou três vezes com o 112. Socorro chegou uma hora depois

Um homem de 68 anos morreu na terça-feira, em Tavira, mais de uma hora à espera de socorro
Foto: Arquivo
A família do homem de 68 anos que morreu, ao final de terça-feira, em Santo Estêvão, Tavira, falou três vezes com o 112 a pedir socorro. Quando os primeiros meios chegaram ao local da ocorrência, mais de uma hora depois, a vítima já se encontrava em paragem cardiorrespiratória. O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) vão investigar.
A primeira chamada para o 112 foi efetuada às 18.07 horas, tendo o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) triado o homem de 68 anos, com queixas de falta de ar, dor torácica e tremores, como um utente muito urgente (P2, de acordo com o novo sistema de triagem). Apesar da urgência, o INEM reconhece que "não existiam meios de suporte básico de vida (SIV) disponíveis na área". "Encontravam-se retidas no Hospital de Faro cinco ambulâncias, incluindo meios de Tavira e do concelho vizinho de Vila Real de Santo António. Os meios dos concelhos mais próximos estavam igualmente em serviço ou retidos", adiantou o Instituto, em resposta escrita ao JN.
