
Prioridade é terminar as obras do PRR como a residência do Avepark
Foto: Rui Dias
O Executivo vai deixar cair o projeto de fazer uma via de ligação ao Avepark, além de outras empreitadas, nomeadamente na Loja do Cidadão e Academia de Transição Digital, que, sem financiamento, ficam à espera de dias melhores.
O novo Executivo da Câmara de Guimarães (PSD/CDS-PP) vai abandonar o projeto de fazer uma via de ligação ao Avepark, deixando cair por terra aquele que era um dos grandes projetos da anterior liderança socialista. Há outras empreitadas que vão ficar na gaveta - obras na avenida D. João IV, Loja do Cidadão e Academia de Transição Digital -, umas porque não são prioridade, outras porque não há financiamento suficiente. A prioridade do Município de Guimarães é dar prossecução às obras com financiamento do PRR já em andamento, como a residência para estudantes no Avepark, e evitar a devolução de verbas já executadas.
A Via do Avepark, uma obra pela qual Domingos Bragança, o anterior presidente da Câmara de Guimarães, se bateu com grande convicção, vai ser abandonada pelo atual Executivo. "Não faz parte das nossas opções, não é para dar seguimento. Tem uma má relação custo/benefício e é um imbróglio jurídico. Além disso, ninguém acredita que ainda seria possível fazer a obra dentro do calendário do PRR", esclareceu Ricardo Araújo, o atual edil. Para a atual liderança da Câmara de Guimarães, a solução para melhorar os acessos ao Avepark passa por criar uma saída da autoestrada na zona norte do concelho. Recorde-se que a construção desta estrada estava pendente de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, depois de uma ação instaurada pelo Ministério Público, em virtude de a via passar por vastas áreas da Estrutura Ecológica Municipal e da Reserva Agrícola Nacional.
A falta de financiamento é também a razão para suspender, para já, a construção da Academia de Transição Digital, que deveria resultar da recuperação da antiga Fábrica do Alto, em Pevidém. "É um projeto que está alinhado com a nossa visão para o concelho, mas que tem um custo de 10 milhões de euros e só 500 mil euros de apoios garantidos", referiu Ricardo Araújo. O presidente da Câmara quer avançar com este projeto, mas reconhece que "é preciso mais envolvimento dos outros parceiros", nomeadamente a Universidade do Minho e o Governo. O caso da Loja do Cidadão, um projeto que passa pela recuperação da fábrica da Madroa, junto ao Mercado Municipal, e que custará cerca de 10 milhões de euros, é semelhante. O autarca de Guimarães diz que só tem garantido um milhão de euros de financiamento e, portanto, a obra fica adiada.
D. João IV não é prioridade
A grande intervenção que tinha sido anunciada para a avenida D. João IV, e que também não avançará no próximo ano, é um caso diferente. "Estas obras não são prioridade", resumiu Ricardo Araújo. O autarca foi claro ao explicar que em face das obras já lançadas pelo anterior Executivo e em virtude da necessidade de responder aos prazos do PRR, "foi preciso fazer opções".

