
Joaquim Santos recorda a vida que se perdeu nas ruas
Foto: Artur Machado
De Vila do Conde, Joaquim Santos é mestre na arte de fazer tapetes de flores. De quatro em quatro anos, faz o tapete que cobre a rua da sua infância.
"Costumo dizer que já na barriga da minha mãe fazia tapetes", atira Joaquim Santos, sorrindo. Nasceu na Rua do Comendador António Ferreira da Costa, a dois passos do hospital. Em 1981, abriu o salão ali ao lado, na Rua da Igreja - uma das mais antigas do Centro Histórico -, e assim ficou o "Quim cabeleireiro", como é por todos conhecido. Hoje, segue a tradição de família e, de quatro em quatro anos, dá corpo ao tapete de flores que cobre a rua da sua infância, num trabalho árduo, de muita paciência, que envolve família, amigos e vizinhos, cheio de pequenos "truques e segredos", de vão passando de pais para filhos há mais de 500 anos.
