
Ivan Del Val/Global Imagens
A 15.ª edição da Hyundai Meia-Maratona do Porto levou, na manhã deste domingo, cerca de oito mil pessoas às ruas da cidade. A prova juntou atletas oriundos dos cinco continentes e de mais de 60 nacionalidades. A par da corrida principal, de 21 quilómetros, o evento contou ainda com uma mini-maratona de cinco quilómetros destinada às famílias.
Faltavam cerca de 1500 metros para André Figueiredo concluir os 21 quilómetros da meia maratona quando os dois filhos se juntaram a ele na pista de corrida. Sentados no carrinho, os gémeos foram empurrados pelo pai até ao fim da prova. Atravessar a meta na companhia dos pequenotes é uma tradição que André Figueiredo cumpre desde o nascimento dos filhos. Pai e gémeos foram ontem três entre os cerca de oito mil participantes inscritos na 15.ª edição da Meia-Maratona do Porto.
"É muito bom cruzar a meta com eles. Acho que acaba por ser essa a recompensa maior de todo o esforço da meia maratona: poder fazer os últimos quilómetros com eles. Além disso, também é uma alegria para eles", contou o atleta.
O tiro de partida para a prova, que juntou atletas oriundos dos cinco continentes e de mais de 60 nacionalidade, foi dado às 9 horas, perto do Jardim do Passeio Alegre, no Porto. A par da corrida de 21 quilómetros, o evento contou ainda com uma mini-maratona de cinco quilómetros destinada às famílias. A prova foi feita num passo mais lento do que a meia maratona. Em família ou com amigos, os participantes colocaram a conversa em dia enquanto caminhavam.
Foi o caso das amigas Fátima Bessa e Ana Dias, que participaram com as filhas, de dois e três anos, enquanto os maridos corriam a meia maratona. "Estas atividades ao ar livre fazem muita falta para as crianças e é um bom incentivo para os pais. É uma forma de fazer exercício, ver pessoas e estar na natureza", referiu Fátima Bessa.
A opinião é partilhada por Fernanda Teixeira, que caminhou os cinco quilómetros da mini-maratona na companhia do pai e da filha. Foi a primeira vez que as três gerações participaram numa prova. Para o pai de Fernanda, as caminhadas são também uma forma de cuidar da saúde e manter-se ativo. "O caminho foi muito bom. A vista é linda e o lugar é agradável", afirmou Fernanda Teixeira.
As primas Maria Cruz e Fátima Teixeira foram as últimas a cruzar a meta da mini maratona. Como uma vive em Chaves e outra no Porto, a prova serviu para meter a conversa em dia e encontrar alguns rostos conhecidos de outras provas. "As pessoas têm de participar nisto. Fazem caminhada e apanham ar puro", disse Maria Cruz.
