Moradores vão regressar a casa após deslizamento de terras em Sistelo

Moradores vão ser autorizados a regressar a casa
Rui Manuel Fonseca/Global Imagens
As 31 pessoas retiradas de casa, domingo à noite, devido a um deslizamento de terra na freguesia de Sistelo, Arcos de Valdevez, vão ser autorizadas, esta segunda-feira, a regressar a casa, depois de a situação ter sido considerada segura.
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Um geólogo esteve no local a avaliar o terreno e foi determinado que as casas tinham condições de habitabilidade para serem novamente ocupadas. Exceção para as duas mais próximas da cratera, que pertencem a emigrantes e não estão habitadas, que vão continuar marcadas como evacuadas, apurou o JN.
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O abatimento de terras aconteceu numa zona de campos agrícolas, entre duas habitações e o castelo da aldeia, formando uma cratera "com 10 a 15 metros de largura, um desnível de cinco a seis metros (profundidade) e com uma extensão de 80 a 100 metros".
O alerta para a derrocada foi dado pela população à hora do jogo da seleção nacional com a Bélgica. "As pessoas estavam em casa a ver o futebol e começaram a ouvir barulho. Uns dizem que parecia um comboio a passar, outros que parecia um avião. Houve quem dissesse que viu as árvores e a vegetação a serem engolidas", relata Filipe Guimarães, comandante dos bombeiros de Arcos de Valdevez, adiantando que a cratera está localizada "a 20 ou 30 metros de duas casas e do castelo de Sistelo".
Os dois restaurantes da aldeia foram encerrados. Das 31 pessoas que foram retiradas das casas em redor da afetada, no centro da aldeia, nove foram transferidas para um unidade hoteleira da região (seis turistas e três habitantes) e as restantes foram realojadas em habitações de familiares na mesma freguesia e vizinhas.
