
Pedro Duarte falou sobre a regionalização na Casa do Roseiral, no Porto
Foto: Estela Silva/LUSA
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou que seria importante o País "refletir, estudar e pensar" sobre se a regionalização seria o modelo de organização mais eficiente.
O autarca discursou após a reunião com o presidente da Junta da Galiza, Alfonso Rueda, e defendeu que apesar de não esperar que se decida já sobre o tema, seria fundamental começar a trabalhar para perceber a melhor forma de gerir os recursos portugueses.
"Portugal tem um nível de poder central e depois tem um nível municipal muito fragmentado. São 308 municípios no país. Se olharmos para os indicadores que nos mostram, por exemplo, a Galiza, aquilo que tem sido o desenvolvimento o seu desenviolvimento nas últimas décadas, e a compararmos com o Norte de Portugal, percebemos que nós estamos a perder e muito. Não conseguimos alcançar o mesmo ritmo de progresso e desenvolvimento e talvez valha a pena que o país refletisse da melhor modelo de organização", começou por explicar o presidente da Invicta.
Pedro Duarte mostrou-se de acordo com o primeiro-ministro sobre a dificuldade de aplicar já este modelo, mas acredita que há "condições de começar este debate, de forma séria, sem populismos, chavões, ou preconceitos", na procura de perceber qual o modelo de gestão mais eficiente.
Quanto à possibilidade da existência de um referendo para decidir sobre este tema, o presidente da Cãmara do Porto mostrou-se favorável. "Parece-me razoável que assim seja [haver um referendo], porque já houve no passado. Agora também é bom lembrarmos que esse referendo foi em 1998, no século passado, numa altura em que não havia internet minimamente democratizada. Foi num tempo completamente diferente, portanto, faz sentido retomarmos esse debate agora, para que depois então possa haver uma decisão", concluiu.

